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lá se vão 10 anos desde a primeira edição
da Folha do Meio Ambiente. Jornal alternativo é
sempre um ser em extinção, mas a Folha do Meio
está aí vencendo todas as dificuldades (que não são
poucas) e plantando raízes profundas de cidadania e de conscientização
ambiental. A Folha do Meio nasceu do esforço de
um grupo de jornalistas brasilienses, longe de qualquer apoio oficial
e do apoio de qualquer empresa ou fundação, isoladamente.
Sobreviveu e cresceu graças, unicamente, ao apoio dos seus assinantes
e das parcerias publicitárias. Ao chegar à marca dos 10
anos, o jornal continua sendo feito a partir de Brasília, mas por
jornalistas espalhados por todo o Brasil e, também, no exterior.
Mais do que um lance de ousadia, esses 10 anos significam um lance, por
assim dizer, de crença. E de esperança. De quem, na aspereza
do hoje, ainda tem tempo para se preocupar com o amanhã. E, diante
do pesadelo da destruição, acredita no valor da cidadania
e da educação, como única fórmula capaz de
embalar os sonhos de um bem-viver. Essa é nossa força. Força
que permite relembrar, hoje, com nossos leitores, algumas das capas que
fizeram a história da Folha do Meio nesses 10
anos.
PARE!
OFICINAS MECÂNICAS E LAVA-JATOS SÃO VILÕES DA POLUIÇÃO
Um litro de óleo ou graxa pode poluir um milhão de litros
de água. (Leia
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SARNEY
FILHO VAI LUTAR POR UM MINISTÉRIO MAIS AMPLO
Quatro mandatos eletivos, ex-presidente da Comissão de Meio Ambiente
da Câmara, filho de um ex-presidente da República, o deputado
Sarney Filho (PFL-MA) assumiu o Ministério do Meio Ambiente consciente
de que seu maior trunfo é a força política. Sabe
que para ser um bom titular do Meio Ambiente, ele tem que conhecer e trabalhar
com cada um dos outros ministérios. E será neste ritmo de
mutirão que Sarney Filho pretende tocar sua pasta. Apenas como
ilustração: há um ano foi aprovada pelo Congresso
a Lei contra os Crimes Ambientais, mas justamente por estas "interfaces"
é que até hoje não saiu sua regulamentação.
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Mais)
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