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Biodiversidade Minas lança Atlas da Biodiversidade Foram registradas 380 espécies de peixes, 780 de aves e 538 vegetais Ronaldo Almeida 01 de Fevereiro de 1999 ![]()
A definição de 86 áreas com os maiores potenciais biológicos do estado e de diretrizes para a definição de estratégias públicas e privadas para a urgente conservação ambiental destas regiões é o resultado de um trabalho que consumiu R$ 350 mil e um ano e meio para ser concluído e que consta da publicação "Biodiversidade em Minas Gerais: um atlas para sua conservação". Riqueza mineral A exploração do carvão vegetal para os pólos siderúrgicos - ocupando de início a Mata Atlântica e, posteriormente, o Cerrado - e a expansão da fronteira agropecuária foram responsáveis pelo desmatamento maciço do território mineiro de 588.384 km2, o que comprometeu bastante a biodiversidade do estado. Workshop As áreas foram classificadas como de importâncias extrema, muito alta ou alta e outras foram consideradas como de importância biológica especial, sendo que um segundo mapa incluiu áreas prioritárias para estudos científicos. O que foi catalogado Minas Gerais possui 780 espécies de aves registradas, 748 delas representadas nas 29 áreas prioritárias; destas 64 estão ameaçadas nos limites do estudo e 83 estão na lista de risco de todo o estado. Entre as áreas estão o Brejo do Amparo, regiões do Cerrado e de Caatinga e as matas às margens do rio São Francisco. As recomendações O estudo sugere também a definição de linhas de crédito específicas para projetos de conservação da biodiversidade e de ações de recuperação ambiental nas áreas prioritárias para conservação e estudo. Desflorestamento na Amazônia já superou meio milhão de m² em 97 Até agosto de 1997 o desflorestamento já havia atingido 532.088km² na Amazônia, segundo dados divulgados pelo INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - com base em imagens captadas pelo satélite norte-americano Landsat. Segundo o INPE, a taxa média de desflorestamento bruto na Amazônia passou de 13.227 km² em 1997 para 16.838 km² o ano passado. Destes totais, 10.067 km² alcançaram as chamadas áreas críticas em 1997 e 12.815 km² em 1998. O estudo apresentado pelo INPE, que exigiu o esforço de 50.000 pessoas x hora, 10.000 máquinas x hora e custou US$ 1,5 milhão, revelou o desflorestamento na Amazônia praticamente quadruplicou nos últimos dez anos, passando de uma área de 152.200 km² em 1978 para 532.088 km² em 1997. PRODES O desflorestamento é entendido como a conversão de áreas de fisionomia florestal primária por ações do homem para desenvolvimento de projetos de agricultura e pecuária. As imagens de satélite, em composições coloridas na escala 1:250.000, permitem identificar alterações em áreas de fisionomia florestal a partir de 6,25 hectares, ou 0,0625 km². Governo fracassa no controle do desmatamento O novo aumento da taxa de desmatamento da Amazônia indica que o governo fracassou no combate à essa prática destrutiva. Uma análise do pacote contra o desmatamento anunciado no ano passado pelo governo demonstra que as medidas foram inócuas, com graves consequências: no primeiro mandato do Presidente FHC, foram desmarcados 77.285 Km2 da Amazônia, uma área equivalente à soma dos Estados do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas. As taxas de desmatamento relativas a 97 e a estimativa para 98, divulgadas pelo (INPE), indicam uma tendência preocupante de retomada da taxa de destruição das florestas no ano passado, depois da redução registrada em 97. Segundo o diretor executivo do WWF, Garo Batmanian, o quadro atual é o resultado da "falta de uma política florestal integrada para o País, somada à incapacidade do desmatamento e queimadas". Ele completa afirmando que "caberá ao atual ministro do meio ambiente promover essa integração, adotando ações complementares efetivas, estabelecidas em conjunto com a sociedade". Acompanhe o desmatamento Todas as pessoas interessadas poderão acessar, via Internet, o texto da informação divulgada pelo INPE sobre o desmatamento da Amazônia, inclusive a nível de Estado e Município. Basta acessar www.inpe.br, que é o site do INPE. Ao abrir, clicar em Projetos e Programas, e em Prodes, que é o programa de controle do desflorestamento da Amazônia. Podem ser acessadas - e impressas - tanto as informações de textos, como os mapas de situação elaborados pelo Landsat. Mais informações: www.ibama.gov.br;
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