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Mercado ambiental brasileiro é estimado em US$ 2 bi anuais José Pedro Martins 01 de Março de 1999 ![]() Empresas alemãs de tecnologia ambiental pretendem intensificar sua atuação no Brasil nos primeiros anos do Século 21. A Alemanha é a líder mundial em tecnologias na área ambiental, um mercado em crescimento estimado em mais de US$ 400 bilhões. A Alemanha é responsável por 20% das vendas mundiais no setor, seguida pelos Estados Unidos (18%) e Japão (14%). As perspectivas de vendas da tecnologia ambiental alemã para o Brasil foram discutidas durante o XI Seminário de Jornalistas, realizado dias 6 e 7 de março no Guarujá, litoral de São Paulo, em promoção conjunta da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, Embaixada e Consulado-Geral da Alemanha. Na abertura do Seminário, o embaixador da Alemanha no Brasil, Claus J. Duisberg, lembrou que a Alemanha tem mantido uma sólida cooperação com o Brasil na área ambiental, principalmente depois da RioEco-92. O embaixador citou o financiamento, pelo governo alemão, de grande parte do Programa de Proteção das Florestas Tropicais, desenvolvido no Brasil pelo G-7, e também os recursos aplicados no Brasil pela GTZ, organização alemã de apoio a projetos nos países em desenvolvimento. Desde 1963 a GTZ investiu cerca de US$ 440 milhões em projetos de desenvolvimento no Brasil. Entre outros, a agência alemã financia no momento os projetos de recuperação de áreas degradadas por lixo tóxico na Grande São Paulo, o monitoramento da qualidade do ar na Região Metropolitana do Recife e o Programa de Impactos Ambientais de Barragens, no Paraná. A GTZ planeja desenvolver em breve na Grande São Paulo um grande projeto de ciclovias. Para o embaixador Duisberg, o Brasil é considerado pela Alemanha como um País prioritário para relacionamentos na área ambiental. A Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, a maior do mundo, foi a primeira em escala mundial a criar a função de gerência em meio ambiente, em 1996. Em 1998, a Câmara lançou o “Primeiro Guia de Tecnologias Ambientais Brasil-Alemanha 1999-2000”. Uma das metas da Câmara para 1999 é conquistar a norma ISO 14.000, de gestão ambiental. O Seminário Controle da poluição atmosférica, tratamento de água e esgotos, gerenciamento de lixo urbano são as áreas que, na avaliação dos empresários alemães, existem maiores perspectivas de relacionamento com o Brasil. O presidente da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, Ingo Ploger, acredita que, se o setor de saneamento básico caminhar para a privatização no Brasil, existem grandes possibilidades de investimento do capital alemão também nessa esfera. Entre 27 de abril e 7 de maio, prefeitos de várias capitais e grandes cidades brasileiras participam, em Munique, da Feira de Tecnologia Ambiental (IFAT). Os prefeitos vão visitar a Feira - grande vitrine da indústria alemã em tecnologia ambiental - a convite da Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA), que é presidida por Werner Zulauf, ex-secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Os prefeitos vão conhecer sobretudo as novas tecnologias alemãs em incineração e compostagem de resíduos.
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