Uma verdade: os empreendimentos de turismo rural, no Brasil, têm dado uma demonstração de como fazer desenvolvimento sustentável. Para atrair turistas, esses pequenos empresários têm buscado preservar a história, a cultura e a natureza para encantar seus hóspedes. Uma contradição: quando se esperava para esses empreendimentos apoio institucional dos governos, pois são micro-empresas que geram emprego, renda e pagam impostos, eles recebem um grande desestímulo. O fato: em Goiás, dezenas de empreendimentos na área de turismo rural foram pegos de surpresa com uma medida nada confortável. Sem qualquer indicativo, começaram a receber da Companhia de Energia Elétrica de Goiás (Celg) uma carta informando que, a partir de agora, começarão a ter sua energia elétrica taxada como empreendimento urbano. A surpresa: atônitos, esses empresários uniram-se ao presidente da Associação Goiana das Atividades de Turismo Rural, Gabriel Bretas Soares, para reverter a intenção da Celg. São estas as perguntas que os empresários goianos deixam para o secretário estadual do Meio Ambiente, Paulo Souza Neto, responder: se esses empreendimentos preservam a cultura e o ambiente, por que são ameaçadas de punição com aumentos que chegam a 100%? Será que é por que lutam, sozinhos, pela preservação ambiental de suas áreas? Será isso um incentivo para que desistam de seus projetos, desmatem e plantem soja em suas propriedades?
Vaga na ANA
Vários nomes concorrem para vaga na diretoria da ANA, vaga desde dezembro do ano passado, para substituir o madato de Dilma Seli Pereira: O primeiro deles: recentemente defenestrado da Codevasf, Francisco Guedes Alcoforado pode ser indicado para sabatina no Senado; Ainda concorrem por fora: Oscar Cordeiro Neto, prof. da UnB e ex-ABRH, e Paulo Varella, ex-secretário de Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte.
"O consumidor deve deixar de viver na era da estupidez e da ingenuidade. É incrível, mas vive-se num tempo tão ingênuo que as pessoas compram produtos cuja excelência é anunciada por quem os vende". Do escritor Jorge Luiz Borges, mesmo sem saber da guerra das cervejas no Brasil que envolveu quebra de contrato, falta de ética saia-justa do Zeca Pagodinho.
A bancada do PV (Sarney Filho MA) Edson Duarte (BA) Leonardo Matos (MG) Deley (RJ) Marcelo Ortiz (SP) e Jovino Cândido (SP) pediu que o presidente João Paulo Cunha convoque do presidente da Nestlé e João Cesar Pinheiro, do DNPM, para comparecerem à Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Assunto: a superexploração e desmineralização da água mineral de São Lourenço
As águas da Rosinha 1
A violência e o narcotráfico podem ser um caso federal, mas a maioria das águas dos rios do RJ é do domínio do Estado. A governadora Rosinha Garotinho sancionou, no apagar das luzes de 2003, a lei 4247, que contraria os princípios da Política Nacional de Recursos Hídricos. Todos os postulados da PNRH defendem a gestão participativa. Mas no caso do Rio, não. Quem vai mandar na cobrança dos rios estaduais é a Serla - Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas. E todos - inclusive o governo federal - terão que entoar louvaminhas à autarquia fluminense. Os governadores do Nordeste fazem muito melhor.
As águas da Rosinha 2
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos passou recibo. Sentindo-se ultrajado, levou à última plenária uma proposta de moção à governadora Rosinha para que ela encaminhe à Assembléia Legislativa uma mensagem propondo rever os estragos feitos. Para um membro do CNRH, quem está certo é o ministro Thomaz Bastos: os Garotinhos estão querendo tudo a prêt-à-porter... Quem foi bem disciplinado foi Jerson Kelman, presidente da ANA. Ao dar início aos trabalhos na plenária do CNRH, a ministra Marina Silva sugeriu a Kelman que não pedisse vista à moção, em nome da unidade de pensamento do MMA. Disciplinado, o presidente da ANA então caiu no proselitismo entre os companheiros conselheiros. Mas, no final, vendo que não conseguiu mudar os conselheiros, Jerson Kelman não deixou que a aprovação da moão se consumasse: pediu verificação de quorum e adiou a decisão.
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