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Preservação e Educação CVRD tem maior viveiro de mudas da AL A reserva da Vale em Linhares/ES é Patrimônio da Humanidade e reconhecida em todo o mundo como disseminadora de sementes Graça Lara 03 de Fevereiro de 2001 ![]()
Quando o assunto é Mata Atlântica, uma ruga de preocupação toma conta do semblante brasileiro. As estatísticas revelam que seus remanescentes ocupam apenas 5% cento do que havia originalmente no país. No Espírito Santo a fatia é ainda menor. No início do século, a Mata Atlântica cobria praticamente todo o Estado. Hoje só resta 1% por cento. Um terço disso está, há 50 anos, sob a proteção da Companhia Vale do Rio Doce, numa região que tinha tudo pra ser degradada, já que o relevo é plano, de fácil acesso ao homem. No entanto, 22 mil hectares, área correspondente a mais de 31 mil campos de futebol, permanecem intocados. Preservar foi a decisão tomada pela empresa na década de 50, quando adquiriu a Reserva. Daquela época em diante, tratou o assunto como uma alternativa mais rentável do que, por exemplo, derrubar árvores e utilizar a madeira para a venda ou, simplesmente, o próprio consumo. E para que o negócio continue perene, daqui pra frente, a proposta é transformar a Reserva em um negócio auto-sustentável, ou seja, que sobreviva com recursos que ela mesma gere. Mas como? Uma das alternativas é abrindo o lugar à visitação pública. A partir de agora, todos que passarem pelo portão da Reserva Natural da Vale do Rio Doce, em Linhares-ES, estão convidados a entrar e conhecer o que é uma verdadeira Mata Atlântica. Tudo começa pelo Centro de Exposição Permanente, uma área de 250 metros quadrados onde uma das atrações é a amostra natural da floresta plantada em um canteiro em forma de feto. Um detalhe que remete à reprodução de Mata Atlântica. No mesmo lugar, painéis com fotos que apresentam as duas faces da realidade ambiental: o processo de degradação e, também, o de recuperação que reanima olhares e diz que nem tudo está perdido. Dali, todos vão sair com uma idéia geral da mata tropical que é considerada a mais rica em biodiversidade. Patrimônio da humanidade Reconhecida pela Unesco como Sítio do Patrimônio Natural Mundial da Costa do Descobrimento, a Reserva Natural da Vale do Rio Doce é dona do maior viveiro de mudas da América Latina. Por ano, tem capacidade para produzir 45 milhões de mudas de 800 espécies diferentes de mata Atlântica. Ela também guarda a maior reserva genética de jacarandá da Bahia, uma riqueza que daria uma arrecadação de 50 milhões de dólares se o objetivo fosse a venda da madeira. De acordo com o gerente da Reserva, engenheiro florestal Renato de Jesus, os pesquisadores estrangeiros ficam assustados quando chegam lá e percebem o nível de preservação: "Eles perguntam como a gente conseguiu conservar mata Atlântica aqui, pois lá fora pensam que no Brasil não há mais nada. Acham que está tudo devastado". E os títulos se acumulam. A Reserva também é uma das únicas entidades brasileiras cadastradas internacionalmente como disseminadora de semente ou, como dizem os cientistas, de germoplasma florestal. Com este banco genético, ela teria condições de recuperar a Mata Atlântica em 60% da costa brasileira. "Basta que entidades e proprietários de terra tenham vontade de fazê-lo". Ciência, tecnologia e pessoal capacitado. Os projetos ambientais e de produção florestal, fontes de receita para a Reserva, saem prontinhos de lá e seguem direto para os países da América Latina e o Sudeste asiático. Também geram recursos os serviços prestados aos agricultores, venda de sementes e mudas, e os programas de recuperação de áreas degradadas. Funcionamento da Reserva:
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