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Gestão Ambiental Certificações ISO preservam qualidade e o ambiente Furnas vem investindo no combate ao desperdício de energia e na promoção de ações integradas para proteger nascentes das bacias dos rios que abastecem reservatórios Silvestre Gorgulho 01 de Junho de 2001 Uma notícia importante para o mercado e que vai agradar muito aos ambientalistas e, evidente, a todos os que lutam de uma forma ou de outra pela proteção do meio ambiente: as certificações internacionais de qualidade e de gestão ambiental serão, em breve, exigidas nos futuros editais de licitação da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica. Por isso, algumas empresas do setor elétrico vêm se antecipando e se adaptando a essa nova realidade. É o caso de Furnas, por exemplo, que tem hoje o maior número de certificações. Ao todo são 32 áreas certificadas com sistemas de Qualidade (ISO 9000) e de Gestão Ambiental (ISO 14000) que garantem a excelência de seus serviços e o desenvolvimento sustentável para suas atividades. E mais: o programa de certificação estabeleceu metas para o reflorestamento de parte da subestação, através do Projeto Sonho Verde que já plantou mais de 84 mil mudas de espécies nativas e a meta é chegar a 100 mil árvores plantadas. Na busca de qualidade, além de melhorar as condições de vida dos funcionários, Furnas vem investindo muito no combate ao desperdício de energia e na promoção de ações integradas para proteger nascentes das bacias dos rios que abastecem seus reservatórios. É o caso dos rios Grande, Sapucaí e Verde, no Sul de Minas. A proteção de mananciais busca reduzir a erosão, acabar com o assoreamento e buscar uma melhoria significativa na qualidade das águas. ![]()
Furnas é uma das empresas do setor elétrico com o maior número de certificações internacionais NBR ISO. Ao todo são 32 áreas certificadas com Sistemas da Qualidade (ISO 9000) e de Gestão Ambiental (ISO 14000), que garantem a excelência de seus serviços. Entre elas, estão a Superintendência de Empreendimentos de Transmissão (ST.T), responsável pela construção de toda malha de transmissão; a Usina de Furnas (MG); o Departamento de Construção de Geração Manso (MT); os cinco Centros de Operação; os Laboratórios de Solos, de Concreto (GO) e de Hidráulica Experimental (RJ); e as Subestações de Ibiúna (SP) e Foz do Iguaçu (PR). Para o presidente de Furnas, ex-ministro Luiz Carlos Santos, "a importância destas e das demais conquistas tornam-se relevantes porque o projeto de certificações foi implantado apenas a partir da metade da década de 90 e, hoje, a empresa possui um dos mais eficientes programas de gestão do setor". Basta lembrar - acrescenta Luiz Carlos Santos - que a Subestação de Ibiúna, primeira latino-americana a conquistar um selo ambiental, como também a de Foz do Iguaçu possibilitaram o reconhecimento internacional de Furnas como Empresa pioneira do setor elétrico mundial a ter subestações conversoras certificadas com a ISO 14001. A mesma opinião é compartilhada por Carlos Nadalutti Filho, gerente do Departamento de Operação do Sistema (DOS.O) e Eduardo Capps Neto, chefe da Subestação de Ibiúna. Eles lembram que as certificações ajudaram a fortalecer o espírito de equipe e que elas também permitiram, através da normatização dos procedimentos, preservar a memória técnica de Furnas, garantindo, para os futuros profissionais, os conhecimentos adquiridos em mais de 40 anos de atividade. Com certeza, um dos mais ricos acervos da engenharia elétrica brasileira.
ISO 14001 - Primeira subestação conversora na América Latina a receber a certificação ambiental ISO 14001, em 1988, Ibiúna vem conquistando vários prêmios, entre eles, a menção honrosa da Fiesp, em 1999, em homenagem às 100 primeiras empresas brasileiras certificadas com o selo ambiental e o prêmio benchmarking em gestão ambiental, concedido ano passado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento e Excelência. Tratamento de efluentes - Eduardo Capps Neto, chefe da subestação, lembra que o projeto para a certificação envolveu equipamentos que geram resíduos efluentes como, por exemplo, purgas de torres de resfriamento e esgoto sanitário, além de outros de riscos potenciais como vazamento de óleo isolante e incêndios. Em Ibiúna, existem 12 transformadores conversores, com volume individual de 130 mil litros, e 12 com volume de 110 mil litros de óleo mineral isolante naftênico ou parafínico. Também foram inseridas no projeto metas para melhorar a utilização da água e energia elétrica. Eduardo Capps lembra, também, que o programa de certificação estabeleceu metas para o reflorestamento de parte da subestação. "Através do projeto Sonho Verde, criado a partir do programa de certificação ambiental, já plantamos aproximadamente 84 mil mudas de espécies nativas. A meta é chegar a 100 mil árvores", concluiu. Mais informações: (21) 528-4433/72
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