Filatelia e Ecologia

Série folclore valoriza Velho Chico

 

 

Diz a lenda que o rio São Francisco nasceu das lágrimas derramadas pela índia Irati. Com saudade do bravo companheiro que foi lutar pela posse da terra contra o homem branco e não voltou mais, Irati sentou em uma pedra e chorou dias. De tão grande, sua tristeza deu origem ao Opará, que significa rio-mar, na linguagem indígena.

As águas do São Francisco refletem cinco séculos de nossa história. Maior rio situado em território nacional, o São Francisco - também conhecido como Rio da Integração Nacional - nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra, percorrendo, ainda, os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, atingindo um total de 504 municípios, com condições naturais e sociais as mais diversas.

No início da colonização, o rio era visto como uma dádiva da providência para com os colonizadores. Por sua posição geográfica, o São Francisco teve uma elevada importância na história da conquista, motivo pelo qual os portugueses foram incentivando o povoamento e a navegação ao longo do seu curso. Sem a ajuda de um caminho aberto pela própria natureza, não teria sido possível o avanço lusitano, após o domínio do litoral com suas plantações de cana-de-açúcar. Nesta fase, o rio era apenas um caminho de passagem.

Vencida esta etapa, o rio São Francisco deixou de funcionar apenas como uma estrada generosa na marcha da civilização nacional. Ao contrário do Rio Amazonas, conhecido e pesquisado pela curiosidade despertada, o Rio São Francisco se impôs pelos serviços prestados à conquista das terras desconhecidas do Brasil, sendo normal a sua utilização pelos desbravadores do interior (bandeirantes), nas suas viagens.

Durante o ciclo do ouro, o rio São Francisco desempenhou a função de condensador de populações. A criação de gado que se desenvolveu nas margens do rio foi indispensável para o abastecimento e a alimentação da enorme massa populacional que se deslocou para as minas.

Passado o período do ouro, o interior voltou ao abandono dos tempos primitivos, com o declínio das atividades de pastoreio. A grande maioria das regiões percorridas pelo São Francisco é habitada por populações de baixo poder aquisitivo, que têm as suas condições de sobrevivência agravadas por uma série de fatores, os quais reduziram drasticamente o volume de água disponível para navegação, irrigação, pesca e geração de energia. Ainda assim, o sertanejo resiste bravamente, principalmente em função da preservação dos valores culturais e religiosos.

Os Correios homenagearam as manifestações culturais da região do São Francisco por meio da emissão do selo "Série Folclore: Carranca do São Francisco", datado de 1972. As carrancas do rio São Francisco, figuras mitológicas postas à frente das embarcações, serviam para afugentar os maus espíritos, segundo a crença religiosa local. Hoje, elas não são mais usadas nos barcos, mas estão preservadas no imaginário e na cultura das populações que vivem às margens do São Francisco, fazendo parte do patrimônio artístico e cultural do Brasil.


Recomendações para a montagem de uma coleção

Sacos plásticos

Para sua própria segurança, facilidade de manuseio e transporte, utilize sacos plásticos transparentes como protetores para as folhas de sua coleção. Isto evita que as folhas se sujem ou que os selos que eventualmente se desprendam caiam e se percam.

Não se esqueça de fazer um pequeno furo com um alfinete para que o saco plástico não fique vedado.

Numeração das folhas

Para facilitar a montagem e a conferência das coleções, todas as folhas devem ser numeradas atrás, com números no alto e à direita.

Material a ser utilizado

Lembre-se de que uma coleção não é constituída apenas de selos. Você também pode - e deve - incluir carimbos, envelopes de primeiro dia, envelopes comuns circulados, franquias mecânicas, cartões, máximos e inteiros postais, e outras peças.

Verifique e constate que as peças filatélicas dão uma outra dimensão à sua coleção.

Utilize apenas material filatélico. Jamais use desenhos, fotos etc, de modo a não descaracterizar sua coleção. Lembre-se, você pratica uma arte e ciência própria, a Filatelia.

Procure selos novos ou usados, com carimbos leves, que não escondam o desenho do selo, evitando porém misturá-los. Faça uma coleção só de selos novos ou só de selos carimbados ou usados.

Evidentemente se em uma coleção de selos novos entrar algum selo valioso, este poderá ser carimbado.



 
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