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Gente do Meio José Aparecido Torsani Lavrando bem a terra, a água e o ar 22 de Julho de 2001 ![]()
Nascido numa fazenda, no distrito de Sabino, em Lins, no Noroeste de São Paulo, em 1947, José Aparecido Torsani aprendeu o ofício de lavrador desde muito cedo e foi buscar o conhecimento indo a pé para a escola e estudando à luz de lamparina. Começou a descortinar um horizonte maior quando atravessava o Vale do Rio Tietê, a cavalo, indo para o município vizinho de Novo Horizonte. Na década de 60, mudou para Valinhos, retornou ao Colégio e iniciou no atletismo, tendo sido um campeão dos 100, 200 e 400 metros. Formou-se em Matemática/Física, na USP e, em 1977, candidatou-se a um curso de formação de profissionais em monitoramento nuclear. Acabou no INPE, em São José dos Campos, realizando um mestrado de 4 anos em Meteorologia e Física Atmosférica. A modelagem atmosférica desenvolvida pelo Dr.Torsani, para o Ceará, até 1996, serviu como base de um processo nacional para as tomadas de decisão econômica-ecológica dos governos estaduais Em 97, o Ministério de Ciência e Tecnologia, em parceria com a Sematec-DF e o Jardim Botânico de Brasília, convidam o professor Torsani para implantar na Capital Federal o Centro de Pesquisa e Monitoramento Ambiental. Ao assumir a Sematec-DF, em janeiro de 99, o Secretário Antonio Barbosa reconhece no verde-palmeirense-paulista-de-Lins as qualidades para implementar a Política e Gestão dos Recursos Hídricos no Distrito Federal. Hoje, como Subsecretário de Recursos Hídricos, a equipe comandada ppor Torsani acaba de aprovar quatro projetos: um Plano de Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos do DF; o Programa de Recuperação e Proteção de Nascentes e Áreas de Cabeceiras de Cursos D'água; o Programa de Monitoramento dos Recursos Hídricos; e, a Implantação da Agência Distrital de Recursos Hídricos-ADA, após dois anos de negociação com o BID, no valor de U$ 5 milhões. É bom salientar que seu trabalho foi fundamental e seus argumentos importantes para que a Câmara Legislativa do DF reconsiderasse e harmonizasse a "Lei das Águas do DF" com o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. A nova lei foi aprovada agora em maio, o que possibilitou o Governo do Distrito Federal a contratar empréstimos no BID e Banco Mundial. Aliás, só assim foram aprovados os contratos do GDF/BID para o "Programa de Saneamento Básico do DF", no valor de U$ 400 milhões. Paulo Maciel Junior
Bisneto do Barão de Maciel, um dos fundadores de Caxambu e do seu Parque das Águas, Paulo Maciel Jr. formou-se em Engenharia de Telecomunicações em Santa Rita do Sapucaí. Mas sua vocação estava mesmo no campo. Foi nas águas de seu bisavô, o Barão, que Paulo Maciel se realizou. Depois de exercer a função de engenheiro em várias empresas, em 1980, voltou às suas origens na Fazenda do Roseta, em Baependi - MG onde trabalhou com agricultura orgânica e industrialização de frutas e leite. Na roça, passou a acreditar que a felicidade que procurava estava em trabalhar para o bem comum. Hoje sente-se realizado como servidor público. Foi Diretor da Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM/MG participando de sua implantação e Coordenador do Projeto Rio Doce (Cooperação Brasil - França). Atualmente ocupa os cargos de Secretário Municipal de Meio Ambiente e Saneamento Urbano de Belo Horizonte, Presidente do Comitê da Bacia do Rio das Velhas e recentemente (22/06/01) eleito Coordenador Geral do Fórum Nacional de Bacias Hidrográficas. Ajudou na criação de diversas ONG"s tais como; Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha (atualmente Secretário Executivo), Associação Intermunicipal dos Amigos da Bacia do Rio Verde, Sociedade Amigos do Parque das Águas de Caxambu, Fundação Reage Rio Doce, onde é vice-presidente. Publicou dois livros; "A Última Floresta" infanto juvenil transformado em peça teatral que lhe proporcionou muitas alegrias e "Zoneamento das Águas - um instrumento da gestão dos recursos hídricos". Foi agraciado com a Medalha de Mérito BH-90, Medalha Cidade de Tiradentes, e o Troféu Destaque Ambiental da Bacia do Rio Paraopeba. Dentre os trabalhos em que participou destacam-se a: criação da APA Andorinhas (nascente do rio das Velhas), APA São José, Parque Estadual do Papagaio, Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha - PROPAM, Enquadramento das águas das bacias dos rios Mingu, Piracicaba e Paraopeba, Projeto Rio Doce etc. Paulo Maciel acredita que a sonhada preservação ambiental só é possível com o resgate da cidadania, o controle do consumo e o desenvolvimento social das populações carentes.
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