Barcelona, reunião de ministros de meio ambiente, agora na última semana de setembro. No intervalo do encontro, o ministro Sarney Filho visitou a famosa "rambla" onde há exposição para venda de toda a sorte de artigos. Em uma pequena loja ao ar livre, vendiam-se até papagaios do Brasil. O protesto de Sarney Filho não se fez esperar. Além de se deixar fotografar próximo a uma das gaiolas, o ministro fez questão de colocar polegar para baixo, reprovando a iniciativa. Voltando à reunião, tornou a protestar, comprovando com fotos a maldade do cativeiro dos animais, cujo tráfico é proibido. Recebeu apoio público do plenário e aperto de mãos em particular depois da reunião.
Ecos do IV Diálogo
O Ministério do Meio Ambiente, a Secretaria de Recursos Hídricos e a OEA acertaram na mosca com o sucesso absoluto que foi o IV Diálogo Interamericano de Gerenciamento das Águas, realizado em Foz do Iguaçu. Mais de 1.300 técnicos de 52 países promoveram um avançado debate sobre a gestão do uso das águas de mananciais dos países das Américas. O Brasil deu exemplo em organização e participação. Pena que as mais altas autoridades do país, como Presidente FHC, ministros das Minas e Energia, da Ciência e Tecnologia e o próprio ministro do Meio Ambiente, não deram a devida importância ao encontro. Dizem que não compareceram porque ficaram com medo dos protestos por causa do fechamento da Estrada do Colono, no Parque do Iguaçu. Se esse foi o motivo, era mais um argumento para enfrentar a turba e ganhar aplausos. A Estrada do Colono servia mais a traficantes de droga e de animais do que aos colonos.
A força moral deste novo milênio deve estar na Tolerância e não na Coragem.? Tokio Mao, piloto kamikaze japonês que sobreviveu a um atague suicida na 2ª Guerra e vive hoje em Niterói - RJ
História dos Diálogos
A técnica do Diálogo vem de uma recomendação da Conferência da ONU, a Rio-92, na Agenda 21. No primeiro Diálogo, em Miami (1993) compareceram somente 60 pessoas; em Buenos Aires (1996) este número elevou-se para 250; na Cidade do Panamá (1999), 300 pessoas. Agora, em Foz do Iguaçu realizou-se o maior dos Diálogos (considerado o evento modelo), com 1.330 participantes. O Quinto Diálogo ainda não tem definido o país que o acolherá. Há três candidaturas: México, Venezuela e Martinica.
Visita à ANA
Acompanhados do Secretário de Recursos Hídricos Raymundo Garrido, os dirigentes do Office International de l'Eau Jean François Donzier e Alain Bernard visitaram o presidente da Agência Nacional de Águas, Jérson Kelman, em Brasília. Discutiu-se a possibilidade de estudos conjuntos sobre formatos institucionais para as agências de bacia.
Combustíveis 1
É muito triste a história de grande parte dos postos de gasolina no Brasil. Quando não enganam o consumidor na bomba, vendendo gasolina falsificada, estão enganando a socidade operando de forma irregular. Imagina que no Distrito Federal, dos 500 postos existentes, 162 operam sem licença ambiental. Motivo? Simples: os empresários não têm interesse em entregar os documentos técnicos indispensáveis para a concessão da licença e a fiscalização, que devia fiscalizar, não fiscaliza. Estamos falando de Brasília, sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Não estamos falando do interior de Rondônia, Piauí ou Amazonas.
Combustíveis 2
Colocar postos de gasolina para funcionar sem licença de operação é ilegal e uma constante ameaça ao meio ambiente. Que o diga o posto Texaco, do empresário Wilani Marques Ramalho, que está localizado numa área de Proteção Ambiental, em Brazlândia. Wilani conseguiu o posto com a ajuda do ex-deputado José Ramalho (PDT-DF). Seu queridíssimo irmão.
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