|
||||||||||||||||||||||
|
Tocantins luta para salvar flora e fauna em Lageado "Projeto Fauna" minimiza impacto ambiental de Usina e aumenta conhecimento científico da região do Cerrado Wanja Nóbrega 01 de Outubro de 2001 Tocantins acaba de inaugurar a Hidroelétrica Luís Eduardo Magalhães, no município de Lajeado. Essa usina é importantíssima para garantir o fornecimento de energia elétrica do Estado, além de contribuir de maneira decisiva para evitar os riscos de apagão no País. Mas a obra também está provocando grande impacto ambiental em toda sua área de influência, pois com o represamento das águas do rio Tocantins para a formação do lago, a vegetação está desaparecendo e os animais perdendo o habitat natural. A boa notícia é que o homem parece ter entendido que a preservação do patrimônio natural é fundamental para sua própria sobrevivência e para a continuidade do desenvolvimento tecnológico. Prova disto é o "Projeto Fauna", planejado e executado para minimizar os efeitos negativos na natureza provocados pela construção da Usina. Através do "Projeto Fauna", foram criados corredores ecológicos por onde os animais foram induzidos a passar para se refugiarem em áreas de preservação. ![]()
Cerrado: conhecer e preservar - O "Projeto Fauna" também está dando uma enorme contribuição para o conhecimento científico sobre o Cerrado do Tocantins, investigando que animais estão presentes na região, com levantamento minucioso de todas as espécies nativas e acompanhamento antes, durante e depois dos impactos provocados pela obra. Ao mesmo tempo, os biólogos, veterinários e pesquisadores envolvidos no Projeto estão tentando compensar as perdas ambientais, gerar conhecimento científico sobre a fauna do Cerrado, treinar e capacitar profissionais ligados à área e ainda promover um programa de educação ambiental para a população, mostrando a importância do desenvolvimento sustentável. Resgate de animais - O Projeto Fauna foi dividido em várias etapas. Equipes de trabalho formadas por biólogos, veterinários e pesquisadores foram a campo para saber o que existe no Cerrado tocantinense e quais ações seriam necessárias para que não houvesse sacrifício das espécies quando o lago enchesse. Para este trabalho foram utilizadas as técnicas e equipamentos mais modernos existentes no mundo, como a radiotelemetria e o uso de armadilhas que capturam o animal evitando danos físicos e o estresse, que pode levar à morte. Com a abertura de corredores durante o processo de desmatamento da área inundada, a grande maioria dos animais utilizaram estas passagens para ir em busca de novos lares, reservados especialmente para abrigá-los. Mas nem todos os animais saíram da área que será alagada, sendo necessária a ação de resgate. Esta fase está sendo executada e deverá ser concluída em dezembro deste ano, quando o lago terá se formado completamente.
O resgate é feito com o uso de barcos, que percorrem toda a área em busca de ilhotas, que começam a se formar, deixando alguns animais impossibilitados de fugir das águas. Uma preocupação das equipes de resgate é com as cobras e animais que vivem em tocas. Em todos os empreendimentos como a usina sempre existe um percentual de animais que não conseguem fugir das águas nem serem resgatados e acabam morrendo afogados ou ilhados. Entretanto, o "Projeto Fauna", executado numa parceria entre o Centro Universitário Luterano de Palmas e a Investco (empresa que gerencia a obra) tem como principal objetivo fazer com que o número de animais nesta situação seja o menor possível. Graças aos trabalho de catalogação dos bichos que estão na área de influência da Usina Luís Eduardo Magalhães, construída no município de Lajeado, a 52 Km da capital (Palmas), o Estado sabe, hoje, exatamente qual a dimensão e a diversidade de sua fauna. Este conhecimento tem sido usado fartamente na elaboração de materiais impressos, vídeos e palestras que auxiliam no trabalho de Educação Ambiental. Conhecendo o que existe é mais fácil pedir sua preservação. Para os biólogos envolvidos no Projeto Fauna, é impossível não se emocionar quando se depara com tanta beleza e tanta diversidade animais presente num bioma até pouco tempo pouco explorado. O conhecimento adquirido sobre o Cerrado e suas espécies animais está longe de permitir a convivência pacífica entre homem e natureza. A velocidade das modificações humanas é muito grande. Entretanto, conhecer os animais que habitam o Cerrado do Tocantins é mais um passo importante para se avançar na direção do tão almejado convívio harmonioso entre o ser humano e o meio ambiente. Mais informações:
|
|
||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||
Participe
desse esforço por uma melhor qualidade de vida. Como? Muito fácil. Folha do Meio Ambiente é uma publicação da Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda, SRTV Sul, Quadra 701,Edificio Multi Empresarial - Bloco O - CEP 70340-907 - Brasília-DF, Brasil – Fone: (61) 3322-3033, Fax (61) 3226-4438. © Copyright 2001 Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha do Meio.
|
||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||