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FILATELIA E ECOLOGIA 19 de Novembro de 2001 ![]()
A beleza do Pantanal na filatelia A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, reconheceu o Pantanal Matogrossense como uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do planeta, integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. Localizado no interior da América do Sul, o pantanal matogrossense é a maior extensão úmida contínua do planeta. Constitui-se numa planície sedimentar de aproximadamente 100.000 km2, com altitudes inferiores a 200m acima do nível do mar. Nela corre, de Norte a Sul, o rio Paraguai e, de Leste a Oeste, seus tributários do lado brasileiro, destacando-se os rios São Lourenço, Cuiabá, Taquari, Negro, Aquidauana e Miranda.
Os solos, em sua maioria, são arenosos e pobres, com pequenas manchas argilosas e calcáreas, mais ricas. A maior limitação ao uso destes solos é decorrente do excesso de água. São encontrados, com maior intensidade, em áreas planas e rebaixadas, sujeitas a inundações. A vegetação pantaneira, que apresenta aspectos bastante peculiares, é formada por um conjunto de composições florísticas diversas, sendo não raras vezes esse conjunto chamado de "Complexo do Pantanal". Em função da variabilidade ambiental, condicionada por fatores, tais como solos, regime hídrico e topografia, ali aparecem, lado a lado, elementos florísticos representativos dos cerrados, da floresta amazônica, formações hidrófilas e higrófilas, xerófitas, além de transições entre estas. A fauna, abundante e variada, é representada, entre muitas outras espécies, pela ariranha (Pteronura brasiliensis), a lontra (Lutra platensis), o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus); a onça pintada (Panthera onca) e o jacaré (Caiman crocodilus yacare); estes dois últimos muito perseguidos pelos "coureiros", em virtude dos altos preços de suas peles no exterior. A avifauna, com muitas espécies de hábitos migratórios, é também numerosa e variada. A fartura alimentar, aliada à diversificação ambiental, proporciona abrigo a muitas espécies, entre as quais se destacam o cabeça seca (Mycteria americana); o jaburu (Jabiru mycteria) e o colhereiro (Ajaia ajaja); estes, agrupados na época de nidificação, às margens das lagoas, compõem os conhecidos "ninhais" ou "viveiros". A beleza cênica associada aos mais diversos processos de divulgação e da modernização e ampliação dos sistemas infra-estruturais assinalam novo status econômico para o Pantanal. Dentre eles, o turismo desponta como a mais promissora atividade regional. Riquíssima em manifestações culturais provocadas pelas suas várias etnias, a tradição pantaneira alia-se a uma portentosa produção artística contemporânea, criando um caldo de cultura vigoroso, capaz de seduzir e conquistar visitantes das mais diversas origens. As possibilidades ilimitadas da prática de esportes amadores - desde a pesca aos safaris - são também atraentes possibilidades ao estímulo do ecoturismo regional. O homem pantaneiro recebeu dos indígenas Guaranis, Paiaguás e Guatós a agilidade física e o respeito à natureza, a qual encontra-se praticamente inalterada com mais de 200 anos de ocupação e exploração econômica. A colonização da região remonta ao século XVIII. Pelos rios Tietê, Paraná e Paraguai, chegaram os primeiros bandeirantes provenientes de São Paulo à Chapada Cuiabana onde encontraram ouro. Após a Guerra do Paraguai e com o declínio do ouro, o povoamento se dá no sentido Norte-Sul, surgindo no Pantanal grandes fazendas de pecuária extensiva que, associadas aos fatores ambientais, consolidaram uma estrutura fundiária de grandes propriedades (56 % da área, com mais de 10.000 Ha). No início deste século, o acesso aos grandes centros urbanos do país fazia-se por Assunção, Buenos Aires e Montevidéo, resultando daí a absorção de inúmeras manifestações culturais e folclóricas - música, vestimenta, linguagem e alimentação. A chegada da Estrada de Ferro (Noroeste do Brasil - 1914) incorporou novos hábitos e costumes. As distâncias e o difícil acesso às fazendas fizeram o homem pantaneiro acostumar-se ao isolamento e à solidão, apesar de manifestar o sentimento de cooperação quando trabalha seu gado (manejo tradicional) ou nas festividades típicas entre as fazendas. Vivendo a realidade de uma região inóspita, enchentes, ataque de animais silvestres, problemas de transporte e, sem política diferenciada para a região, o homem pantaneiro (pecuarista, vaqueiro ou pescador) mantém amor, respeito e apego à sua terra. Os Correios homenagearam diversas vezes essa obra-prima da natureza, por meio da emissão de uma série de selos postais. Vale destacar as seguintes emissões: "Pantanal Mato-Grossense: Cervo do Pantanal / Onça Pintada / Jacaré" (1984); "Peixes do Pantanal - Aquário de Água Doce" (1999) e "Pantanal - Fauna e Flora" (2001), que destacam os elementos mais representativos da grande diversidade biológica desse bioma. Os selos podem ser adquiridos na loja virtual www.correios.com.br
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