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Energia Alternativa SOL: a primeira matriz energética O uso da energia solar para aquecimento de água em habitações populares incentiva novas formas de financiamento e treinamento de mão de obra especializada Tetê Duche 01 de Maio de 2003 Mais de dois bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a energia elétrica. Como se não bastasse, a fonte mais abundante do planeta, o sol, participa com menos de 2% da matriz energética global. A informação é da International Energy Agency (IEA) que revela que nos países em desenvolvimento, o custo de instalação de um sistema básico, incluindo TV e algumas lâmpadas, pode exceder a renda anual de uma família de baixa renda. Para os especialistas em energia da agência IEA, existe um mercado potencialmente gigante a ser explorado se os governos investirem em programas de financiamento. A realidade brasileira não é diferente. Populações de baixa renda desconhecem as vantagens do uso da energia solar para aquecimento de água porque as formas de financiamento são desconhecidas. Alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal e Banco Real, fizeram acordos de cooperação técnica entre os fabricantes de aquecedores. O objetivo é eliminar dúvidas técnicas e abrir caminhos para o consumidor final ter o direito de comprar um produto de alta qualidade sócioambiental. ![]()
Uma das pioneiras no financiamento da aquisição de equipamentos solar para residências é a Caixa Econômica Federal que participa de Comissões de Estudos e Grupos de Trabalho sobre o tema e implementa pilotos em empreendimentos do PAR - Programa de Arrendamento Residencial. "Estas ações contribuem para subsidiar uma política de conservação de energia que privilegie o usuário da habitação popular", afirma o diretor de Parcerias e Apoio ao Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Arraes. Entretanto, as empresas associadas ao Dasol - Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento Solar) reclamam que a burocracia para a tomada individual de empréstimos ainda é grande e, por vezes, desmotiva o interesse em usar linhas de crédito. Jorge Arraes defende que as diretrizes do governo Lula no tocante a implementação de uma política habitacional, emanada pelo Ministério das Cidades, vai "incentivar a instalação de sistemas de aquecimento solares em unidades habitacionais que utilizarem linhas de crédito com subsídio e taxas mais favoráveis para a aplicação em habitação popular". O racionamento de eletricidade que aconteceu no Brasil entre 2001-2002 mostrou à população que o modelo de matriz energética nacional tem problemas, diz um técnico da Abrava analisando o efeito apagão, que fez crescer em 50% o negócio dos coletores de aquecimento solar. Treinamento Pensando no treinamento de mão-de-obra especializada, a Caixa em parceria com a PUC/MG pretende capacitar dois mil novos técnicos sobre a gestão de projetos em aquecimento solar de água para o setor residencial. A Abrava também elabora um convênio com a Eletrobrás, o Centro de Estudos Tecnológicos do Cefet e com o Senai para treinar novos técnicos em instalar os coletores. "Estamos convictos de que a expansão do setor dependerá da capacitação de profissionais que treinem outros técnicos" garante Amaurício Gomes Lucio. A Rede Solar de Treinamento se prepara para realizar a montagem de mais 27 laboratórios e vai buscar parcerias em associações de engenheiros, arquitetos entre outras categorias de todo o país. 120 mil residências Um Proálcool para o diesel Milano Lopes, de Brasília Biodiesel x diesel Como o Brasil produz 9 bilhões de litros de álcool por ano e importa petróleo para produzir óleo diesel, a troca é altamente vantajosa tanto do ponto de vista econômico como ambiental. Estimativas indicam que a economia, considerando a atual frota que utiliza diesel, seria de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,8 bilhão por ano. Do ponto de vista ambiental a troca também é vantajosa. A utilização do biodiesel em diferentes misturas pode reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 9,5% e 20%. Se o biodeisel for puro, ou seja, sem nenhuma mistura com óleo diesel, a redução da emissão de dióxido de carbono poderá ser de até 46%. Atualmente estão em testes três tipos de biodiesel: o B-100, puro, o B-20, com mistura de 20% de óleo diesel e o B-5, com mistura de 5% de óleo diesel. O experimento iniciado agora em Ribeirão Preto é o primeiro protocolado na Agência Nacional do Petróleo - ANP - que dessa forma passa a acompanhar e a avaliar o Probiodiesel, com vistas à sua futura utilização em escala comercial. Na briga com o óleo diesel, o biodiesel leva vantagem em tudo. Enquanto no diesel vai de 18% a 22% a proporção de aromáticos, altamente cancerígenos, no biodiesel há zero de aromáticos. O biodiesel puro reduz em 36% a presença de hidrocarbonetos não queimados e em 100% as emissões de enxofre, ambas amplamente presentes no óleo diesel. Animado com as perspectivas do biodiesel, o deputado Rubens Otoni (PT-GO) apresentou projeto de lei visando instituir a obrigatoriedade da produção e do uso, de forma progressiva, desse novo combustível, na proporção de 5%. Segundo o projeto, os percentuais de mistura ao óleo diesel irão aumentar gradualmente, até a utilização do biodiesel puro. Programas de biodiesel estão sendo desenvolvidos simultaneamente na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. Na Europa, a Alemanha está trabalhando com óleo de colza; na França, o biodiesel tem como fonte vários óleos vegetais, o mesmo ocorrendo nos Estados Unidos, principalmente com o milho. A Malásia utiliza basicamente o óleo de dendê. A Pro-Alcohol program similar for diesel Since this April 15th a fleet of 30 trucks from a private company in the city of Ribeirão Preto, São Paulo state, started to use biodiesel as fuel, as part of the Pro-Biodiesel program, from the Ministry of Science and Technology, an equivalent to the previous Pro-alcohol program. The experiments with this new fuel, which can be a mixture of soy oil with alcohol, have begun in Ribeirão Preto, with a small fleet of pickup trucks and in Jaboticabal, another city in São Paulo, with a fleet of tractors from Unesp, the São Paulo State University. Brazil was the first country to control the technology for the production of total renewable biodiesel, with the use of alcohol instead of methanol, an oil derivative. With the alcohol, the new fuel becomes 100% vegetable, in other words, 100% renewable. The biodiesel is basically a vegetal oil mixture - which can be soy, corn, sunflower, canola and even dende (Brazilian palm) - and a reagent, which can be methanol or sugar cane alcohol, in different proportions. Since Brazil produces nine billion liters of alcohol per year and imports oil to produce diesel, the exchange is highly advantageous both from the economic point of view as well as the environmental scope. Estimates indicate that the expenses reduction, considering the current fleet that uses diesel, would be from US$ 1,8 billion to US$ 1,2 billion per year. The advantage of using alcohol is that it is a biodegradable product, while methanol is extremely toxic. Empresário aguarda licenciamento ambiental para energia eólica no Sul
Elizabeth de Moraes, de Sant'Ana do Livramento - RS O Projeto A APA do Ibirapuitã tem 318 mil hectares e compreende os municípios de Livramento, Rosário do Sul, Alegrete e Quaraí. Há vários fatores a serem considerados como o estudo das rotas migratórias das aves, o que ainda deverá ser feito pelo Ibama dentro de um projeto mais amplo para a unidade conservasionista. Mas diante da necessidade da empresa espanhola de dar andamento ao projeto onde serão investidos mais de 150 milhões de dólares, o que resultará numa série de investimentos paralelos, gerando divisas aos cofres municipais (retorno do ICMs) e empregos diretos, numa região já empobrecida com índice crescente de desemprego, a reunião de abril tornou-se urgente. A possibilidade de uma energia limpa e renovável numa região tipicamente voltada para a pecuária tornou-se o grande fator de atração para esse empreendimento que deverá mudar a paisagem do pampa gaúcho. Polêmica do lixo continua Depois de mais de 20 anos acumulando os resíduos sólidos de Sant}Ana do Livramento no famoso lixão municipal, que nos últimos dois anos vem sendo motivo de polêmica sobre seu destino, finalmente deverá ocorrer uma solução temporária, mas viável. O prefeito Guilherme Bassedas Costa assinou em nove de maio a contratação, em caráter emergencial, da empresa SIL-Soluções Ambientais Ltda, da cidade de Minas do Leão, a 500 quilômetros da fronteira, próximo a Porto Alegre. A empresa fará o transporte de todo o lixo recolhido na zona urbana do município - cerca de 70 toneladas - diariamente, eliminando com isso o problema do lixão a céu aberto que há longos anos é um problema para os moradores do Rincão da Bolsa, interior do município. O contrato emergencial com aquela empresa terá validade por seis meses, período considerado suficiente pela administração municipal para encaminhar e realizar o processo de licitação visando à contratação definitiva. Já deverá ser definido com o secretário dos Transportes Luiz Pedro Garragorry um local de transbordo do lixo dos caminhões da prefeitura que continuarão fazendo o recolhimento diário, para os containers da empresa SIL que fará o transporte até Minas do Leão. A SIL - Soluções Ambientais Ltda possui licença da Fepam para operar com aterros sanitários e transporte de resíduos sólidos urbanos A prefeitura pagará R$68,00 por tonelada pelo transporte, estimando-se uma média mensal de mil toneladas que seguirão diretamente para Minas do Leão. (E.M)
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