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Ecoturismo e educação ambiental Lazer e preservação no Araguaia Goiás faz programa de educação ambiental para turistas das praias do rio Araguaia Tatiana Cruvinel 01 de Agosto de 2003 A temporada de férias e praias de 2003, no rio Araguaia, que vai até setembro, foi sobretudo de conscientização ambiental. Para que tudo corresse bem, foi realizado um trabalho conjunto entre órgãos do governo de Goiás, ONGs e várias instituições, como Corpo de Bombeiros, Delegacia do Meio Ambiente e Ibama. O enfoque é educação ambiental e o objetivo é atender os mais de 300 mil turistas que freqüentam anualmente as praias do rio Araguaia. Mais de mil pessoas se envolveram nesse mutirão em prol da natureza. Uma das iniciativas de grande impacto, que já vem sendo realizada há vários anos, é encabeçada pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semarh), em parceria com o Grupo Nativa. O objetivo principal é o de incentivar a preservação do meio ambiente, despertando nos turistas a real importância. Neste ano, equipes engajadas visitaram cerca de 400 acampamentos, montados entre Aragarças e Luiz Alves. ![]() Teatro de bonecos A apresentação é bastante interativa e prende a atenção dos baixinhos até o final. Segundo o secretário de Meio Ambiente de Goiás, Paulo Souza Neto, o saldo final é extremamente positivo, já que as crianças participaram ativamente da programação, e porque são excelentes multiplicadores. "Além de aprenderem a forma certa de lidar com a natureza desde a infância, as crianças são excelentes fiscais, pois cobram atitudes corretas por parte dos adultos", lembra o secretário. O lixo - Outra mudança importante é a preocupação com o manejo correto do lixo nos acampamentos. O secretário Paulo Souza Neto reafirma essa mudança de comportamento e maior nível de consciência por parte dos turistas. A opinião é compartilhada com Paulo D'Ávila, do Grupo Nativa, que realiza esse trabalho há 18 anos. O superintendente de Gestão Ambiental da Semarh, José de Paula Morais Filho, salienta que os órgãos ambientais parceiros da temporada se preocuparam em não gerar mais lixo nas praias. Por isso, os materiais escolhidos para a campanha, como réguas adesivas, marcadores de páginas e sacos de lixo para carros, são de caráter utilitário, educativo e de lazer. Araguaia Limpo - A parceria entre os órgãos e instituições também foi responsável pela realização do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Araguaia Limpo, que esteve presente nas cidades e praias de Aragarças, Aruanã, Bandeirantes, São Miguel do Araguaia, Luiz Alves e Baliza. O programa foi implementado para garantir limpeza, qualidade ambiental e estética desses locais. Sua atuação ocorre durante toda a temporada, com equipes de fiscalização e monitoramento. Os turistas são orientados a separar o lixo, enterrando o orgânico e acondicionando o inorgânico em sacos de lixo. Esse lixo é entregue nos postos de coleta instalados nos municípios de Luis Alves, Bandeirantes, Viúva, Cangas, Aruanã, Itacaiu, Barra do Rio Claro, Registro do Araguaia e Aragarças. Em Aruanã e Luís Alves são colocados barcos para percorrer acampamentos e coletar o lixo. "Não basta pedir que o lixo inorgânico seja recolhido pelo turista, nós espalhamos postos de coleta para ajudar o turista nesta operação", diz Morais Filho. Pesca com normas ? Para pescar é preciso retirar antes a licença para pesca; ? É proibido o uso de qualquer material predatório, assim como pesca em lagos; ? É permitido usar apenas linha de mão, caniço ou molinete; ? Captura e transporte de até 5 kg de peixe mais um exemplar de cada espécie por pessoa; ? A pesca de Pirarucu, Filhote/Piraíba e Pirarara está proibida. Normas de convivência nas praias de rio Os acampamentos visitados pelas equipes são orientados sobre as Normas de Convivência com o Araguaia. Conheça as regras que tornam o passeio mais agradável e a natureza mais protegida 1. Na instalação de acampamentos não use recursos vegetais da região. Use estrutura metálica, bambu e madeira beneficiada. 2. Todo material do acampamento deve ser recolhido no final da temporada. A praia tem que ficar limpa. 3. O lixo deve ser separado. Enterre o orgânico no barranco longe da margem do rio. O lixo reciclável (plástico, papel, lata, vidro) deve ser levado de volta ou depositado nos locais de coleta. 4. Na construção de sanitários use material degradável no escoramento da fossa (caixotes, tábuas, bambus etc.). "Não é permitido o uso de tambores". 5. É proibida a prática de cimentados nas praias e margens do rio. 6. Não use foguetes e fogos de artifício, além de afugentar animais podem provocar incêndios. 7. Instale abafadores nos motores geradores, a fim de diminuir a poluição sonora. Desligue-os sempre que possível. 8. Pesque somente com linha de mão, caniço ou molinete. Não use material predatório. 9. Caçar é crime. Não mate nem aprisione animais silvestres. 10. Para que o acampamento receba o certificado de parceiros é necessário: 11. Todo acampamento deve ter identificação através de faixas ou placas. 12. É proibido o estacionamento de carro nas praias, bem como o uso de som em volume alto. 13. Proibido acampar em praias que tenham ninhal de gaivotas. Distância mínima de 100 metros. 14. A partir deste ano de 2003, estão zoneadas na APA (Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia) as áreas de acampamento e de refúgio de animais silvestres, sendo assim descritas: Áreas Permitidas - Bandeirantes - Entre a Barreira da Piedade/GO e a entrada do Lago do Cocal/MT. Tocantins: professora de história resgata cultura indígena Da redação Mas para que isso acontecesse, a professora Benta, que nasceu na Ilha do Bananal, promoveu um intercâmbio com as tribos indígenas da região. Primeiro, os alunos visitaram as comunidades indígenas e tiveram noções sobre o seu modo de vida. Depois, os índios visitaram a escola para conhecer universo o estudantil. A terceira etapa do projeto será apresentada agora no final de agosto, durante a realização do III Semana Cultural da Escola Estadual de Lagoa da Confusão. Nessa etapa, os estudantes e professores vão participar de uma conversa com o cacique da aldeia Boto Velho. A intenção da professora Benta Morais é que o projeto tenha continuidade e os alunos tenham sempre a oportunidade de estarem discutindo a aprendendo sobre os povos indígenas. Quem Ama Conhece É um projeto desenvolvido visando a despertar o interesse dos alunos pela obra de Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade. Os estudantes que participam desse projeto se reúnem na escola todas as quartas-feiras, das 19 às 20 horas, para fazer leituras, comentários e análises dos textos dos dois escritores. Como resultado, os alunos produzem paródias e outros textos. O projeto tem a supervisão dos educadores da escola, mas a coordenação fica por conta da ex-aluna Tarciana, que é voluntária da escola. TO ensina técnicas de reciclagem do lixo O lixo é um dos mais graves e sérios problemas da sociedade moderna. A questão do lixo é também complexa pois envolve desde a fabricação dos produtos (mais de 40% de um bem que se compra é embalagem) o recolhimento e a destinação final. Um dos fatores mais importantes na destinação final do lixo é justamente seu reaproveitamento, que pode ser feito reciclando e reutilizando. É importante que a sociedade saiba a importância da reciclagem e que a população tome consciência de que a lata de lixo não é um desintegrador mágico de matéria. O lixo continua existindo e gerando conflitos mesmo depois que o jogamos na lixeira. Existe uma fórmula de como não produzir lixo? Não. O que se pode é diminuir essa produção, melhorando o processo de fabricação e conscientizando o consumidor para reduzir o desperdício, separar os materiais recicláveis e reutilizar tudo que for possível. Justamente com esse objetivo, a Secretaria de Educação e Cultura do Tocantins ofereceu na semana passada uma oficina de Rreciclagem para professores da Rede Estadual, incluindo técnicos da própria secretaria. A oficina aconteceu na Escola Frederico Pedreira, em Palmas, e foi ministrada por dois artesãos do Meta - Movimento Ecológico de Taquaruçu. Os professores foram orientados sobre técnicas de reciclagem do papel, plástico e de outros produtos. Os professores foram orientados de como eles podem passar todos esses ensinamentos para seus alunos, que serão multiplicadores do aprendizado em suas comunidades.
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desse esforço por uma melhor qualidade de vida. Como? Muito fácil. Folha do Meio Ambiente é uma publicação da Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda, SRTV Sul, Quadra 701,Edificio Multi Empresarial - Bloco O - CEP 70340-907 - Brasília-DF, Brasil – Fone: (61) 3322-3033, Fax (61) 3226-4438. © Copyright 2001 Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha do Meio.
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