Lençóis Maranhenses 1 Caro amigo, jornalista Silvestre Gorgulho: Recebi, com alegria, os exemplares da Folha do Meio, com a bela reportagem que você fez sobre os Lençóis Maranhenses. Fiquei sensibilizado com o seu trabalho, que nos transmite os encantos de uma paisagem ímpar. É natural a sua afirmação, ao se deparar com a primeira lagoa. ?É beleza que bate na retina e fixa no coração?. Li e gostei.
Grato pela sua atenção para com este velho amigo, visitando, com os seus familiares, a Fundação José Sarney, espaço que abriga parte de minha vida e do qual cuido com especial carinho, preservando documentos históricos e promovendo atividades culturais. Da Fundação José Sarney criou-se o embrião da Escola de Música Banda do Bom Menino, que faz um trabalho social, resgatando das ruas crianças de até 16 anos e levando-as, através da música, a encontrar uma profissão e um caminho digno na vida. A fundação, como você vê, traz a marca do social, da qual faço uma bandeira para o meu trabalho. Senador José Sarney, presidente do Congresso Nacional - Brasília - DF
Lençóis Maranhenses 2 Li, reli e guardei a matéria sobre o Parque dos Lençóis Maranhenses. Já havia lido várias vezes, em revistas diversas, reportagens sobre esse parque que conheci há dois anos. Mas para falar a verdade, nenhuma matéria me tocou tanto quanto a da Folha do Meio Ambiente: bem feita, bem escrita, com muitas informações e com um sentido místico interessante. Fiquei sensibilizada! Adelaide R. Ramos - São Paulo - SP
Lençóis Maranhenses 3 O Parque dos Lençóis Maranhenses é um lugar de ver Deus... O autor da reportagem não precisava ter escrito mais nada. Valeu! Como maranhense fiquei orgulhosa pela beleza e fidelidade no texto. Vou usá-la na sala de aula para trabalho com meus alunos. Será que vocês poderiam me enviar mais alguns (pelo menos 15) jornais? Professora Ray Nogueira - São Luís - MA
Lençóis Maranhenses 4 Estou enviando esse e-mail para parabenizar a funcionária do Ibama, Diana Floriani, de Barreirinhas-MA, pela disposição em atender os turistas que visitam os Lençóis e pela simpática aula que ela deu aos visitantes, de acordo com a matéria sobre os Lençóis. Por que será que não é assim em todos os outros parques nacionais brasileiros? Pelo que li no jornal, não tem um turista que visitou o Parque dos Lençóis que não tenha guardado para sempre as lições dadas pela funcionária do Ibama. Cecília Alvarenga - Belo Horizonte - MG
Bosque dos Constituintes 1 A política brasileira é assim mesmo: faz as coisas para aparecer e para dizer que estão cuidando do meio ambiente. É inacreditável que um bosque formado para ser a história de uma Constituição seja deliberadamente arrancado para dar lugar a um prédio. Podia ser até uma igreja que não tem o menor sentido. Aliás, no Brasil passou algum tempo é hora de partir para outra... Assim foi com o Bosque dos Constituintes. Agora se faz uma fundação e é mais um prédio para ser inaugurado com belíssimos discursos e grandes promessas. A Folha do Meio Ambiente foi sensível, foi brava e mostrou que tem coragem para uma denúncia dessas. Célia S. Carmo - Uberlândia - MG
Bosque dos Constituintes 2 Às vezes tenho vergonha de ser brasileira e de ver o que acontece com o simbolismo dos atos de nossos políticos. Ulysses Guimarães fez aquele belo discurso, quando plantou sua árvore no bosque dos Constituintes, dizendo que aquele Bosque simbolizava nossa Constituição: precisava ser cuidado, regado e cultivado com o maior carinho. Foi para inglês ver! O Ministério da Cultura, que deveria ser o maior cultivador, regador e cuidador de nossa história, joga por terra as árvores para dar lugar a mais um prédio, a mais uma inauguração e a me fazer passar mais vergonha ainda... Cristiana Penna de Toledo - Brasília - DF
Ria do Aveiro Recebo todos os meses a Folha do Meio Ambiente e é ela que me vem dando a conhecer a realidade política, cultural e ambiental de um país em que tudo é grande alegria, diversidade, complexidade, beleza e obviamente também problemas. Vivo convosco, a expectativa de que as mudanças políticas ocorridas se traduzam numa melhoria social que vocês tanto merecem e pela qual têm lutado.
Sou licenciado em Engenharia do Ambiente, trabalhei nesta área muitos anos numa multinacional. Vivo no distrito de Aveiro, junto à ria de Aveiro que é um ecossistema lacunar com múltiplos problemas de gestão ambiental, profundamente agredida por indústrias, mas na qual se tem investido muito em termos de pesquisa.
Comparando realidades muito diferentes, como são obviamente a do Brasil e de Portugal verificamos, no entanto, que muitos problemas são comuns. Também muitas coisas boas se têm feito dos dois lados do Atlântico.
Gostaria de me disponibilizar em colaborar com vocês em qualquer projeto que eventualmente pudesse ser útil como, por exemplo, gestão ambiental, novas tecnologias para o ambiente, ecoturismo, formação em ambiente... Estou interessado em formar uma pequena empresa nesta área pelo que agradeceria se me pudessem dar alguma pista ou informação, dada a sua imensa capacidade e experiência. João Costa - Aveiro - Portugal - ajoao_costa@iol.pt
Funai e os índios Após ler a entrevista sobre a demissão do presidente da Funai, sobrevieram-me algumas reflexões. Considero a questão indígena e a ambiental uma mesma questão, diferindo apenas a natureza do objeto. Esta visão corrobora a tese levantada pelo ex-presidente da ligação da Funai ao MMA. Descarto, no entanto, as secretarias citadas por Eduardo Almeida, visto que esses órgãos não apresentam compatibilidade com o trabalho de conservação, apenas ampliam a transversalidade do tema. A tese de incorporar a Funai ao Ibama é antiga. Como foi colocada, técnicos das duas instituições foram contra. Em 94, no início do mandato de FHC, a antropóloga Ruth Cardoso, ciente de como a Funai não funcionava, sugeriu sua extinção. As ONGs chiaram, ?ruim com ela pior sem ela?. Com razão, porque nenhuma alternativa foi apresentada. Além disso, o setor do organismo ambiental responsável pelas Unidades de Conservação mostra dificuldades de convivência com a administração e com a fiscalização. Agora, é redefinida a missão dos institutos, concluindo-se, mesmo que tardiamente, pela sua proteção, com ênfase na sustentabilidade. Como o Código Florestal considera as terras indígenas também Unidades de Conservação, nada mais natural que unir todas as unidades, ou seja, tendo em conta que a terra indígena é uma categoria com características próprias. Seria respeitado o aspecto legal e a natureza da missão. Isto seria exercer a transversalidade de conhecimentos: uma área poderá contribuir com outra, assim como valorizar o próprio conhecimento milenar de, por exemplo, farmacologia, educação sustentada ou sistemas de troca de mercadorias onde o valor está relacionado com a utilidade, manejo e uso racional da floresta, sem lixo nem desperdício.
Isso tudo sem contar o ganho em se ter organismos governamentais articulados e interiorizados na defesa da Amazônia. O custo real seria um trabalho integrado, transdisciplinar e interinstitucional, envolvendo, obviamente, treinamento de pessoal para adaptação a um novo paradigma educacional. Reinaldo Zuardi - Núcleo de Educação Ambiental do Ibama - PR
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