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Folha do Meio HÁ 14 ANOS Da redação 04 de Novembro de 2003
A comunidade é quem decide Atento às desigualdades entre comunidades urbanas e rurais, o secretário relaciona dois princípios do que pode se chamar de "ecologia social", previstos no programa: As comunidades rurais precisam
ser tão bem atendidas em serviços públicos quanto as cidades Como preconiza o Programa de Microbacias, Morais defende que os projetos de conservação de recursos naturais devam nascer da decisão da comunidade e que os governos ajudem naquilo que for necessário. "Só assim, respeitando a visão do problema destes cidadãos, e agindo interativamente é que se terá uma consciência da necessidade de conservação. Respeitar sua decisão é reconhecê-los integrante do meio ambiente", observa. O Programa de Microbacias, segundo Morais, tenta resgatar parte desta dívida. Ele procura levar às pequenas comunidades rurais todo o conhecimento técnico disponível, através de pesquisas científicas e aporte de assistência técnica no local, pois, na sua opinião, sem livre acesso ao conhecimento científico da natureza não há conservação. Por fim, um lembrete: de inúmeras microbacias é que se fazem as grandes bacias onde se instalam as grandes barragens, para onde, normalmente, se voltam as preocupações ecológicas. SALÃO DE PROJETOS Salão de Projetos não se restringe e não se extingue com o Seminário sobre Recursos Externos em Projeto de Meio Ambiente: Possibilidades e Critérios Brasileiros. Ele pode ser uma espécie de "mercado ambulante de idéias e projetos" e se fará presente nos principais eventos nacionais e internacionais da área de meio ambiente. O projeto apresentado nesta primeira versão do Salão, após análise criteriosa de especialistas ambientais, será a entrada inicial deste acervo. Daí se produzirá um catálogo, que é outra forma de manifestação física do Salão, e que serão atualizado paulatinamente, para incorporar novos projetos e novas idéias. Os empreendedores, os conservacionistas, os ambientalistas, os estudiosos, a comunidade científica, as universidades, o setor público e o meio financeiro, entre outros, poderão encontrar, a tempo e à mão, o locus adequado para o livre trânsito de suas idéias e para a realização de seus projetos. A Folha do Meio Ambiente circulou pela 1ª vez em 23 de junho de 1989. res, o jornal chegou aos 75 mil exemplares no final da década de 90. Hoje tira 22 mil exemplares. Nestes 14 anos, o jornal passou a chegar a 3.250 municípios, a todos os postos diplomáticos brasileiros no exterior, a todas embaixadas estrangeiras no Brasil e a mais de 15 mil escolas no Brasil.
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