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Área de Interesse Ecológico SOS para a ilha Queimada Grande Pesquisadores preocupados com falta de controle da pesca esportiva pedem criação de um novo parque Beatriz Fernandes Barros 01 de Março de 2004 Situada a 35 km da costa, a ilha Queimada Grande tem uma superfície de 430.000 m². Sua vegetação é composta por um maciço bosque de mata atlântica. Embora não existam na ilha nenhum posto florestal ou ambientalistas de plantão, a Queimada Grande é um importante refúgio da vida silvestre e está particularmente fragilizada. A ilha é tombada desde 1985 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo), quando também foi considerada pelo governo federal como uma área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). Preocupados com a falta de controle da pesca esportiva e do turismo, pesquisadores propõem a criação do Parque Nacional Marinho da Queimada Grande. ![]()
Ilhas protegidas em SP Apenas 14, das 150 ilhas, possuem suas áreas marinhas protegidas por Unidades de Conservação de Proteção Integral. Das 14, apenas a Lage de Santos é protegida como parque, o que garante que se realizem pesquisas científicas, educação ambiental e turismo ecológico. De acordo com Danielle Paludo, oceanógrafa do Ibama, existe uma expectativa antiga dos cientistas e ambientalistas para que o governo tenha uma ação mais forte na ilha da Queimada Grande. Como gerente do Programa Marinho da Conservation International do Brasil, Guilherme Dutra diz que o estabelecimento de áreas marinhas protegidas é uma estratégia de conservação relativamente recente e que tem por princípio contribuir, simultaneamente, para a conservação de parcelas importantes da biodiversidade marinha e a recuperação da produção pesqueira. O Programa Marinho da CI-Brasil vem apoiando a criação e implementação destas áreas para garantir a conservação dos ecossistemas marinhos no brasil. Em 2003, a Conservation e o Ibama realizaram uma expedição científica para descrever os ambientes marinhos em torno da ilha. Os resultados surpreenderam, pois além de uma grande abundância de corais, comparável à cobertura de Abrolhos, foram observadas muitas espécies de peixes, incluindo uma agregação reprodutiva de caranhas - evento nunca antes registrado no Brasil. Em 7 de agosto do mesmo ano foi realizado um seminário para a recategorização da ilha da Queimada Grande pelo Ibama, Projeto Tamar, Instituto de Biociências, Instituto Butantã, Fundação Florestal e o Programa Marinho da CI-Brasil. Neste seminário, todos os setores presentes - inclusive os operadores de mergulho e colônias de pescadores - apoiaram a categoria de Parque Nacional para a ilha. Com tanta proteção dá para desenvolver um ecoturismo sustentável, ou mesmo científico, na região? Guilherme Dutra responde que sim, sem a menor dúvida. E explica: ?A maior ameaça observada é a pesca amadora, especialmente a caça submarina. Acreditamos que a atividade turística nesta área poderá ser incrementada com a criação do Parque, havendo o incentivo do mergulho contemplativo em detrimento de práticas destrutivas ao ambiente. Nos Parques Nacionais a atividade de uso público mais estimulada é o ecoturismo, que deve, por definição, ser uma atividade ambientalmente sustentável?. Após a criação do novo Parque Nacional Marinho, um plano de manejo deve ser elaborado, pois este é o documento que normatiza as atividades desenvolvidas na unidade. Com isso, haverá necessidade de maiores investimentos em pessoal e infraestrutura para implantação da Unidade de Conservação, o que aumenta a efetividade de sua proteção. Maiores informações
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