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Rolex premia ambientalista brasileiro Laury Cullen quer recompor mais de 20% da Mata Atlântica 20 de Outubro de 2004 O fantástico trabalho de transformar agricultores em conservacionistas para preservar a Mata Atlântica e a sua fauna deu ao engenheiro florestal brasileiro, Laury Cullen Jr, o cobiçado prêmio The Rolex wards for Enterprise, promovido pela Rolex. O prêmio foi anunciado no final de setembro, em Paris, pelo presidente diretor geral da Rolex, Patrick Heiniger, que dirige, hoje, as atividades de aproximadamente seis mil empregados mundialmente distribuídos. A Rolex foi fundada em 1906 e só em Genebra, Suíça, tem cerca de 4.000 mestres relojoeiros empregados em sua sede. ![]() ENTREVISTA Nos últimos nove anos, Laury Cullen Jr tem focado seus esforços para conservar fragmentos remanescentes da Mata Atlântica. Ele trabalha com pequenos proprietários de terras e está provando que as técnicas agroflorestais podem reanimar o solo degradado, enquanto preserva a floresta e sua excepcional fauna. Seu sonho é aumentar o número de corredores reflorestados no estado de São Paulo e ajudar mais de 400 novas famílias a viverem do agroflorestamento. Laury Cullen explica que o projeto vai acarretar benefícios para todos. Como é possível que tanta Floresta Atlântica tenha sido destruída? Não havia tentativas precedentes de parar a destruição? Como você convence pessoas pobres e sem-terras que eles devem se importar com a floresta e o ambiente? A destruição do meio ambiente deprime ou incentiva mais o seu trabalho? A Mata Atlântica ainda tem futuro ou é tarde demais? Qual o objetivo final do seu projeto? O prêmio
Foto: Laury Cullen atuando no seu ambiente de trabalho O Rolex Awards for Enterprise foi criado em 1976 e é promovido a cada dois anos. Tem um objetivo básico: dar apoio financeiro a projetos relevantes. O comitê julgador é formado por especialistas de renome internacional e premia pessoas independente da nacionalidade ou idade. Nas últimas edições, três brasileiros figuraram entre os contemplados: o engenheiro Fernando Eduardo Lee (1981) e o biólogo Manuel Pereira de Godoy (1987). Com menção honrosa, o terceiro a ganhar o prêmio, entre os cinco primeiros principais laureados, em 2002, foi o ecologista florestal José Márcio Ayres, que criou a reserva de Mamirauá. Ele concorreu com mais de 1.400 candidatos de todo o mundo, tendo sido premiado na categoria de Meio Ambiente. O projeto de Ayres foi idealizado para preservar o corredor de maior florestas tropicais do mundo fazendo dos habitantes protagonistas de sua conservação na região da Amazônia. Mais informações: www.rolexawards.com
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