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Aves migratórias Catástrofe com as andorinhas azuis Temporada de furacões nos EUA sacrifica 90% das andorinhas migratórias Silvestre Gorgulho 13 de Fevereiro de 2006 A notícia é mais do que triste. É terrível! O ornitólogo John Dalgas Frisch começou o ano apavorado com a tragédia que se abateu sobre as andorinhas azuis (Progne subis), andorinhas vermelhas (Hirundo rústica) e até as batuíras (Tringa melanuleuca). Depois de visitar pessoalmente os locais onde estas pequenas aves migratórias costumavam chegar no Brasil e de buscar informações com autoridades e ambientalistas nos locais onde ele não pode visitar, Dalgas Frisch falou desanimado: "Perdemos mais de 90% das andorinhas e batuíras que migram todos os anos dos Estados Unidos e Canadá para o Brasil fugindo do forte inverno no Hemisfério Norte. Foi uma verdadeira desgraça". E a causa é conhecida: os furacões Katryna, Rita e Wilma. ![]()
"Para se entender um pouco a gravidade da situação - diz Dalgas - a cidade de Ribeirão Preto (SP) costumava receber na segunda semana de dezembro cerca de 100 mil andorinhas. Este ano não tinha 10 mil. Em São José do Rio Preto (SP), como em Barretos, não chegou uma única andorinha azul. Em Manaus, das mais de 200 mil que migravam todo ano, este ano deveria ter um quinto delas". "A verdade nua e crua - resume o ornitólogo - é que a temporada forte de furacões do ano passado matou uns 90% das andorinhas que costumavam migrar para o Brasil. Uma tragédia! O Brasil recebia mais de 6 milhões de andorinhas. As que não morreram diretamente atingidas pelos furacões, ficaram feridas e não conseguiram completar a migração". Notícias tristes Falcão da Groelândia curte verão paulistano
Bons agouros dinamarqueses, vindos da ilha do Disco na Groelândia, chegaram ao Brasil nas asas de um falcão peregrino (Falco peregrinus tundrius). São Paulo, maior cidade brasileira, acaba de receber a especial visita desta ave, que tem o nome de Zorro. Segundo o ornitólogo John Dalgas Frisch, esse falcão peregrino costuma fugir, todo ano do rigoroso inverno das escarpas das montanhas da Groelândia e aportar em terras brasileiras. "O Brasil recebeu com especial carinho esta visita, que despertou a atenção de milhares de pessoas que vivem na cidade de São Paulo", diz Dalgas e explica: "Zorro veio passar o Natal de 2005, se hospedando em vários prédios e parques. As andorinhas e o controle ecológico de pragas
A primeira conseqüência é ambiental. Segundo os pesquisadores, cada andorinha se alimenta de mais de 2 mil pequenos insetos por dia, como pernilongos, mosquitos, brocas, sugadores de cana-de-açucar, vaquinhas-de-feijão etc. Elas praticam o verdadeiro controle biológico de pragas, pois devoram estes insetos justamente nos meses de sua maior proliferação. "Esse equilíbrio ecológico feito pelas andorinhas faz baixar drasticamente o número de insetos vivos, sobretudo fêmeas dispostas à desova, evitando o perigoso crescimento de larvas e lagartas" explica Dalgas e alerta. "Logo, logo vamos sentir na pele a conseqüência do aumento dos pernilongos. E, também, o fato terá conseqüências econômicas, pois as plantações vão exigir mais uso de agrotóxicos". summary Tragedy of the Blue Martins The news could not be sadder. It is terrible. The ornithologist began the year afraid of the tragedy, which has afflicted the blue swallows, red swallows and sandpipers. After personally visiting the locations where these small migratory birds usually settle in Brazil and seeking information from the local authorities and environmentalists in those places he could not visit, Dalgas Frisch was disheartened: "We have lost over 85% of the swallows and sandpipers that migrate every year from the United States and Canada to Brazil fleeing the rigors of winter in the Northern Hemisphere. It is truly a disgrace." The cause of this phenomenon is known: Katrina, Rita and Wilma. Peregrine Falcon leaves the winter in Greenland to summer in São Paulo. Good omens hail from the island of Disco in Greenland arriving in Brazil on the wings of the peregrine falcon (Falco peregrinus tundrius). São Paulo, the largest city in Brazil has just received a special visit from one of these birds known by the name of Zorro. According to ornithologist John Dalgas Frisch, this peregrine falcon is known to flee the rigorous winters in the cliffs of the Greenland Mountains and land on Brazilian territory. "Brazil receives this visit with special care which draws the attention of thousands of people who live in the city of São Paulo", stated Dalgas and continued to explain: "Zorro spent Christmas 2005 as a guest of several buildings and parks. Zorro will return to Greeland in the beginning of March. Only after the brazilian Carnival!”
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