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O crime do desmatamento Crime de lesa pátria-amazônica Madeira nobre é tirada de um triângulo amazônico entre Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá Edson Gillet, de Belém do Pará 13 de Fevereiro de 2006 Os rios Pacajá e Anapu, a barragem de Tucuruí e a rodovia Transamazônica, que cortam os municípios de Anapu, Pacajá e Novo Repartimento, sudoeste do Pará, é a principal rota do contrabando de madeira nobre extraída por madeireiros, assentados do Incra e fazendeiros. A madeira é tirada de terras públicas, de terras indígenas e de 30 projetos de assentamento do Incra. O mercado negro do produto florestal envolve os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Itupiranba, Goianésia, Jacundá e o Anapu (município onde em fevereiro de 2005 foi assassinada a missionária e ambientalista Dorothy Stang). A madeira é também roubada da Reserva Indígena Parakanã. A verdade nua e crua é que neste triângulo amazônico - Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá - tudo é permitido. Membros de Ongs que trabalham em áreas indígenas garantem que até mogno é contrabandeado como se fosse jatobá. O produto florestal é adulterado na Autorização de Transporte de Produto Florestal (ATPF) - papel moeda fornecido pelo Ibama. Um crime de lesa pátria-amazônica. ![]()
Levantamento sigiloso realizado por agentes do governo, asseguram que saem da floresta, clandestinamente, mais de dois milhões de metros cúbicos/ano de madeira em toras e beneficiadas. Isso corresponde ao abate de mais de meio milhão de árvores/ano, provocando sangria ao erário e mais de 200 milhões de reais/ano. O relatório produzido pela Agência Estadual de Vigilância e Defesa Sanitária - Adepará demonstra que centenas de carretas transportam madeira - tora e beneficiada - em rodovias secundárias e estradas clandestinas a partir da Transamazônica, no lago da hidrelétrica de Tucuruí e, em grandes balsas, pelos rios Pacajá e Anapu. Conheça os empresários troncos e galhos do mercado negro TRONCOS - Vozes da floresta revelam que o esquema do mercado negro da madeira no triângulo amazônico - Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá, na Transamazônica - funciona em forma de uma gigantesca árvore. No tronco está o Grupo Concrem, o mais forte da região, apoiado na Indústria de Madeiras Rio Concrem com base em Maracajá, distrito, a 36 km da sede do município e, tendo como aliadas, as madeireiras Oriente e Dunorte. Fontes no Ibama informam que as três empresas eram detentoras de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), aprovados no órgão e que os mesmos estão suspensos desde 2002 por irregularidades. Mas vem sendo usados para esquentar madeira - com a venda de ATPF oriunda de projetos de assentamentos, fazendas e terras públicas, localizadas em vicinais da BR-230 (Transamazônica).
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