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Parque Municipal do Pão de Açúcar Os montanhistas-jardineiros O Parque Municipal do Pão de Açúcar, aos olhos dos "dedos verdes" Gustavo Pedro, do Rio de Janeiro 13 de Fevereiro de 2006 Não adianta, simplesmente, só querer meter a colher na sopa, o importante mesmo é ajudar a fazer a sopa. Essa filosofia adotada por alguns ambientalistas, montanhistas e moradores dos arredores do costão do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, está ajudando a preservar o mais importante cartão postal do Brasil. Muitos destes ecovoluntários passam um dia inteiro de sábado ou domingo capinando, plantando, cuidando e trabalhando exaustivamente para reflorestar e controlar o crescimento do capim colonião nos morros da Urca e do Pão de Açúcar. Objetivo: lutar pela preservação do meio ambiente, evitar incêndios e buscar a recuperação da paisagem carioca. ![]()
Outro final de semana se aproxima. As ferramentas já estão separadas e a equipe mobilizada para reiniciar a limpeza e reflorestamento nas encostas do morro da Urca e Pão de Açúcar. Este trabalho, que é organizado pelos clubes excursionistas do estado do Rio de Janeiro e entusiastas da montanha, como a adoção de trilhas ou áreas a serem reflorestadas, conta com o dedicado empenho de profissionais de diversas áreas, que compartilham o amor pela causa ambiental. Montanhistas-jardineiros
Estes montanhistas-jardineiros são os usuários mais discretos destas duas montanhas que formam o cartão postal mais famoso do Brasil. Ao olharmos atentamente, é um trabalho que surpreende principalmente os turistas mais atentos no passeio pelo bondinho, não só pela ousadia de procurarem o caminho mais difícil para alcançar o cume em suas conquistas, como de utilizarem destes recursos em favor do meio ambiente. Embora recompensados com a vista deslumbrante da Cidade Maravilhosa, além de escalarem escarpas rochosas e íngremes, anônimos montanhistas plantam árvores nativas reconstituindo a ameaçada Mata Atlântica. O mercado da solidariedade Silvestre Gorgulho Não há excesso na solidariedade. Já escrevemos muito sobre voluntariado, mas sempre é bom voltar ao tema. Até mesmo porque o Papa Bento XVI acaba de divulgar sua primeira Encíclica "Deus caritas est" onde trata do amor e da importância da ordem justa da sociedade e do Estado. Na verdade, também é muito bom constatar que a demanda pela busca de trabalhos solidários cresce dia-a-dia. E um exemplo concreto está bem pertinho de todos nós. Senão à altura de nossas mãos, pelo menos na altura de nossos olhos: a preservação do Costão do morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Ali, ecovoluntários vão juntando mais vida às já consagradas beleza e imponência do mais conhecido cartão postal do Brasil. Marco geológico conta formação das rochas do Pão de Açúcar e da Urca Mais uma justificativa para criação do Parque Municipal do Pão de Açúcar. Dia 24 de janeiro, o Pão de Açúcar ganhou um novo marco turístico: uma placa contando toda sua história. Em português e inglês, o marco faz parte do Projeto Caminhos Geológicos que visa identificar e explicar a origem dos monumentos geológicos do estado. O objetivo principal, segundo o secretário de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, é informar, educar e preservar o patrimônio natural do Rio de Janeiro. Desde o início do projeto, em 2001, já foram instalados 45 marcos explicativos em vários municípios. A placa informa, por exemplo, que a rocha do Morro da Urca surgiu há 560 milhões de anos, quando continentes antigos colidiram e formaram o super continente chamado Gondwana. Posteriormente, há 130 milhões de anos, eles voltaram a se separar formando o Oceano Atlântico.
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