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Transporte de produtos químicos perigosos

Comitê discute acidente nas estradas. Proposta final sairá em julho

Silvestre Gorgulho, de Brasília

23 de Maio de 2006

O desenvolvimento econômico de um país está ligado ao crescimento da produção, do transporte e do consumo de bens de todos os tipos. Entre estes bens estão todo o material sólido, líquido ou gasoso que seja tóxico, radioativo, corrosivo ou quimicamente reativo durante a estocagem ou transporte. Eles podem representar uma ameaça à vida, à propriedade e ao meio ambiente. No Brasil, o transporte rodoviário é responsável por 62,4% do transporte de carga. Uma parte significativa da carga transportada resulta do movimento de produtos do setor químico, petroquímico e do refino de petróleo. Mesmo com muito atraso, aconteceu em Brasília, a primeira reunião do Comitê Técnico de Transporte Rodoviário, vinculado à Comissão Nacional do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2), com o objetivo de discutir a operacionalização nas questões que envolvem estrutura de atendimento de acidentes, fiscalização, conservação e infra-estrutura das rodovias, áreas sensíveis, rotas de riscos e pontos críticos, situação do meio de transporte. A Comissão Nacional P2R2 tem a função de acompanhar, desenvolver e propor mecanismos de gestão articulado com estados, municípios e entidades ligadas à área.

 O Comitê Técnico de Transporte Rodoviário é formado pelos Ministérios do Meio Ambiente, Justiça, Integração Nacional, Saúde, Minas e Energia, Ibama, órgãos estaduais de meio ambiente de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma).
Aconteceu, em Brasília, a primeira reunião do Comitê Técnico de Transporte Rodoviário, vinculado à Comissão Nacional do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2), com o objetivo de discutir a operacionalização nas questões que envolvem estrutura de atendimento de acidentes, fiscalização, conservação e infra-estrutura das rodovias, áreas sensíveis, rotas de riscos e pontos críticos, situação do meio de transporte. A Comissão Nacional P2R2 tem a função de acompanhar, desenvolver e propor mecanismos de gestão articulado com estados, municípios e entidades ligadas à área.
Na reunião, o comitê técnico decidiu realizar um levantamento sobre o que existe a respeito de legislação, de dados estatísticos, de rotas e fragilidade das estradas relacionadas a acidentes com transporte rodoviário de produtos químicos perigosos.  A proposta do comitê será apresentada no final de julho à Comissão Nacional P2R2.
O transporte de produtos perigosos é uma operação muito complicada. Sobretudo nos países em desenvolvimento ou do Terceiro Mundo. Existem muitos fatores adversos, que jogam contra o meio ambiente. E não é só o estado (geralmente péssimo) das rodovias. Conta também o estado e a sinalização do veículo, o clima e a experiência do condutor.

?O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato: é uma atitude?.
Leonardo Boff



 
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