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Biogrilagem na Amazônia

"Text Mining" aplicado ao abuso internacional sobre os produtos fármacos da floresta amazônica.

Fábio Teodoro de Souza

25 de Abril de 2006

O Brasil vem sofrendo com o problema da Biogrilagem na Amazônia. As indústrias farmacêuticas de países estrangeiros têm tomado as seguintes iniciativas: se instalam na Amazônia, observam nossos índios usando plantas medicinais para a cura de certas doenças, desenvolvem fármacos usando o princípio ativo encontrado nessas plantas medicinais e os patenteiam, se apropriando de nosso conhecimento tradicional e do patrimônio genético.

Um projeto de pesquisa que tem como principal objetivo defender o Brasil da Biogrilagem na Amazônia, a nível de Pós-Doutorado, está sendo desenvolvido na ?Università degli studi di Modena e Reggio Emilia?, na Itália, em parceria com o Programa de Engenharia Civil da COPPE/UFRJ, representado pelo Professor Nelson Ebecken. Neste estudo são utilizadas modernas técnicas de Text Mining ou de Mineração de Textos, que são capazes de ler, analisar e extrair informações de muitos documentos automaticamente.
A pesquisa é supervisionada pelo professor Alessandro Zanasi, que integra o corpo docente da Universidade de Modena e também é consultor e especialista na área de Mineração de Textos.
O que se pretende com esse projeto de pesquisa? Simples. Pretende-se descobrir as patentes de fármacos que se apropriaram do conhecimento tradicional e do patrimônio genético brasileiro. A metodologia proposta baseia-se em três etapas:
a) Coleta de documentos - Essa coleta é feita em agências ambientais brasileiras, contendo as seguintes palavras-chave: plantas medicinais, princípio ativo, fitoterapia, homeopatia, indústria farmacêutica, patentes, conhecimento tradicional, governo brasileiro, Amazônia, biodiversidade, biogrilagem e outros relacionados ao problema.
Ler e analisar estes documentos usando as ferramentas de mineração de textos e extrair informações do tipo: uma determinada doença (A) é curada com uma planta medicinal (B) relacionando o princípio ativo extraído da planta medicinal.
b) Coleta de patentes - Essa coleta é protocolada na indústria farmacêutica mundial, que relaciona o princípio ativo à cura de uma determinada doença. Ler e analisar estes documentos usando as ferramentas de mineração de textos e extrair informações do tipo: uma determinada doença (C) é curada com o princípio ativo (D)
c) Descoberta de correspondências - Descobrir correspondência entre (A) e (C) e (B) e (D) usando as ferramentas de mineração de textos e também de mineração de dados. Estas correspondências podem concluir que, por exemplo, um determinado laboratório X tenha usado o conhecimento tradicional dos índios brasileiros para desenvolver um determinado fármaco Y, e patenteou este fármaco Y de forma injusta.
Este tipo de descoberta pode fornecer subsídios para o governo brasileiro mobilizar instrumentos para uma melhor harmonização dos sistemas de propriedade intelectual em relação às assimetrias tecnológicas, econômicas e de aparato legal entre o Brasil e as empresas de países estrangeiros.
Nesse sentido, medidas acionáveis podem ser tomadas em prol da proteção do patrimônio genético brasileiro, contribuindo para a nossa biotecnologia produzir mais medicamentos por um menor custo, e possibilitando o tratamento acessível a um maior número de doentes.
Assim, solicito ajuda para a criação de uma coleção de documentos digitais (teses, artigos, jornais, revistas, leis, acordos etc) com os seguintes temas: flora medicinal, plantas medicinais, fitoterapia, homeopatia, patentes de fármacos e princípio ativo.

Os documentos digitais podem ser concedidos de acordo com a melhor conveniência:
a) copiando os documentos para uma pasta criada com a sigla de sua instituição seguida da UF, exemplo Amazonlink_AC, e copie esta pasta para o endereço:
ftp://morgana.unimo.it/ (user: souza, password: satz1x)
b) disponibilizados na WEB criando-se um ?FTP? próprio;
c) enviados para este e-mail souza.fabio@unimo.it  ou  para fabiocoppe@yahoo.com.br ;
d) enviados em discos (CD?s, diquestes, pen-drive) para o endereço abaixo e aos meus cuidados.
Cabe ressaltar que esta mensagem pode ser repassada a outros profissionais que possam colaborar. Serão enviadas, continuamente, listas de  resultados parciais do projeto, como prêmio de participação. Uma última informação: o supervisor do projeto é o prof. Alessandro Zanasi e o representante brasileiro é o prof. Nelson Ebecken (Coppe/UFRJ).

(*) Fábio Teodoro de Souza
Tel. 00.39.334.8747.996 - Viale Berengario 51
41100 - Modena - Itália
Università degli studi di Modena e
 Reggio Emilia - Italia
http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisas/
pesquisa.php?ref_pesquisa=224



 
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