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Editorial Caro Leitor 22 de Setembro de 2006 ![]() Meio ambiente e as eleições Mais uma eleição na vida democrática brasileira. Mais uma oportunidade para se discutir idéias, programas e projetos que beneficiem a sociedade. Sobretudo, mais uma oportunidade para se deixar de lado os que fazem da política uma profissão, um negócio e uma fonte de enriquecimento ilícito para escolher políticos responsáveis e pensem um pouco mais no Brasil. Quem assiste à apresentação de candidatos e de suas plataformas eleitorais nos programas gratuitos do TSE nota três coisas básicas: todos eles prometem resolver o problema do país e da população; todos eles prometem mais educação, solução para o tratamento de saúde e emprego. Sim, todos prometem acabar com a violência e a corrupção. São perfeitos como candidatos... Prefeitos que não conseguem administrar a própria casa e o próprio negócio acabam sendo eleitos para administrar complexas cidades cheias de problema e com milhares de pessoas. Na campanha eleitoral nem candidatos e nem eleitores discutem as questões ambientais básicas, como saneamento, coleta e disposição inadequada do lixo, fumaça de veículos e de indústrias e até planos diretores das cidades para evitar a ocupação desordenada do solo. Esta é a realidade eleitoral brasileira e também a realidade da gestão pública dos tomadores de decisão do executivo nacional, estadual e municipal. Todas estas questões estão abordadas na matéria sobre "o meio ambiente e as eleições de 2006". A maioria dos candidatos não fala de meio ambiente porque a maioria dos eleitores também não está nem aí para o tema. O que fazer? O que não for feito e corrigido nesta eleição, só na próxima poderá ser consertado. Páginas 06 e 07. Nesta edição, também, vamos falar sobre o Dia da Árvore e o início da Primavera. Não deixa de ser o setembro das contradições, pois no meio das homenagens à arvore, as queimadas continuam acontecendo pelas florestas brasileiras e a Amazônia sendo dilapidada num ritmo alucinante. Pesquisas realizadas pelo respeitado Centro de Pesquisa "Woods Hole Research" da Inglaterra acabam de ser divulgadas e o comentarista Glen Barry fez um alerta: a floresta da Amazônia contém 90 bilhões de toneladas de carbono, o suficiente para incrementar a taxa de aquecimento global em 50%. Seria a catástrofe climática que o planeta Terra não resistiria. Enfim, pela indignação contra as mais variadas ações dos sanguessugas de plantão e pelo caminhar sereno defendendo sempre o meio ambiente e a vida, vale lembrar o poeta mineiro-brasiliense Wilson Pereira: "O homem que madruga PREZADOS ASSINANTES: ao agradecer o apoio e a força que recebemos de todos os nossos
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