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Educação ambiental Perfil da cidadania de estudantes técnicos Avaliação sobre o que estudantes de ensino médio pensam sobre a questão ambiental Da redação 22 de Setembro de 2006 A pesquisa é ampla e foi realizada por Regina Viegas, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET-RJ) e por Roosevelt S. Fernandes, do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental da Faculdade Brasileira de Vitória-ES (NEPA-UNIVIX). O trabalho recebeu o nome de Avaliação do perfil de cidadania ambiental de Estudantes do Ensino Médio-técnico. A pesquisadora Regina Viegas explica que o objetivo do estudo é gerar um banco de dados sobre o perfil da cidadania ambiental destes jovens. "A partir destas informações será possível definir ações específicas e complementares de educação ambiental. Isso é importante para direcionar e ampliar a visão socioambiental dos jovens em relação ao seu dia-a-dia profissional e pessoal". Segundo Regina Viegas, a pesquisa confirmou vários pontos positivos do perfil da cidadania ambiental destes jovens do ensino médio-técnico, que pertencem a uma classe média e são provenientes de escolas de bom nível. Mas não deixou de apresentar alguns pontos preocupantes. ![]()
Alguns dados Atitude isolada - Do grupo pesquisado verificou-se que 73,1% não acreditam que a ação de um cidadão sozinho possa alterar a continuidade de uma ação danosa ao meio ambiente. Interessante que 33.3% deles admitem não causar nenhum tipo de agressão ao meio ambiente. Indústrias - As indústrias são vistas por 35,5% deles como agentes que não investem em meio ambiente e não atendem a legislação ambiental, enquanto o governo apresenta um índice elevado para 74,2% para o mesmo tipo de avaliação. Preço e qualidade - Em relação às leis, 31,9% dos jovens exigem a criação de novas leis na área ambiental. Quanto aos critérios de compra, estes mesmos jovens acabam por decidir a compra de produtos e serviços apenas por critérios preço e qualidade. Descartam a opção potencial da análise de agressão ao meio ambiente. Percepção e interesse pelos maiores problemas ambientais do planeta Mas tem um ponto muito preocupante, reforça Regina Viegas. Quando se perguntou pelo interesse em ter maiores informações sobre os grandes problemas ambientais do planeta, apesar dos jovens mostrarem interesse por todos os problemas, eles focaram sua atenção prioritariamente sobre "colapso dos pesqueiros nos oceanos" (15,1%), "emissão das chaminés de indústrias (7,7%) e de emissões de veículos" (10,6%), "mudanças climáticas" (9,9%) e "aumento dos níveis dos oceanos" (9,9%). Colapso dos pesqueiros nos oceanos" (15,1%) Isso mostra, explica Regina Viegas, um contexto de respostas que evidencia a necessidade de uma ação urgente de conscientização dos jovens frente a real problemática ambiental. Os grandes vilões e as prioridades da ação dos atores sociais Em termos das origens ou das fontes causadoras dos problemas ambientais, o grupo identificou em primeiro lugar as indústrias, seguidas do governo, depois pela população, comércio e, por último, a agricultura. "Talvez por se tratar de jovens que vivam numa metrópole como o Rio de Janeiro, a questão da agricultura não lhes seja familiar", analisa a pesquisadora Regina Viegas. Comportamento das indústrias Não investem e nem atendem as exigências ambientais (35,3% dos entrevistados; Omitem informações em relação aos danos que causam (36,0%); Deveriam utilizar parte do seu lucro para investir em meio ambiente (9,9%). Apenas 4,7% enfatizaram que as empresas investem em meio ambiente e atendem as exigências ambientais. Comportamento do Poder Público Não investem em meio ambiente, pois em relação ao comportamento do Governo, ficou também evidente que nem o Governo precisam atender as normas ambientais" (2,6%), Investem, mas ainda causam poluição: 4,0% Investem e procuram atender a legislação ambiental: apenas 3,3%. Percepção de desenvolvimento associado à agressão ao meio ambiente Apesar da maioria (85,6%) admitir que é possível o desenvolvimento econômico e social sem agressão ao meio ambiente, 6,2% admitiram que não, havendo casos onde a agressão ambiental é o preço a ser pago pela sociedade pelo desenvolvimento da região. Um outro grupo admitiu a resposta não, dado que a agressão ambiental é inerente a todo processo de desenvolvimento (6,6%). Por último, 1,5% admitem que o conceito de desenvolvimento não está ligado a problemática ambiental. Percepção dos segmentos que mais consomem água no Brasil Poluição e nível de emprego
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