A melhor e a mais realista forma de preservar a biodiversidade é construir corredores ecológicos. Além de conter a exploração predatória, os corredores ecológicos servem de fuga e abrigo para os animais. O projeto Corredor Central da Mata Atlântica, que abrange terras de 12,3 milhões de hectares e estende-se por mais de 1.200 quilômetros no sul da Bahia e todo o Espírito Santo, já consumiu dez anos desde o lançamento e começa agora sua segunda fase. Infelizmente, com corredor ou sem corredor, a destruição das matas não parou. Dados preliminares de um estudo da Associação Flora Brasil indica que só no extremo sul da Bahia, numa área de 3 milhões de hectares, a perda de Mata Atlântica foi de quase 100 mil hectares entre 1996 e 2004. Coincidência ou não, exatamente o mesmo crescimento do plantio de eucalipto.
Cidade sustentável
Se aprovado o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP), os novos prédios de São Paulo vão ser obrigados a ter sistema de aquecimento de água por energia solar. O projeto prevê que todas as edificações que tenham mais de três banheiros, uma piscina, hotéis, clubes esportivos, hospitais, escolas e parte do setor industrial, entre outros, tenham sistema de captação de energia solar. O sistema tem que ter a capacidade para atender a pelo menos 40% da sua demanda anual de energia necessária para o aquecimento de água. São passos importantes em direção à cidade sustentável.
Energia da discórdia
O racha que ocorre no governo federal reproduz-se em Rondônia, no caso do complexo hidrelétrico do Rio Madeira. A polêmica está em todas as frentes: nas ruas, nos discursos, entre empresários, no movimento ambienta-lista, no Ibama, no MMA e até entre os pescadores. Ninguém sabe ao certo o que vai ocorrer. Na Vila de Santo Antônio, na região onde será construída uma das usinas, a maioria dos 300 moradores do local desconhece o fato e falam por ouvir dizer. O EIA-Rima do complexo do Madeira diz que umas cinco mil pessoas serão afetadas, direta e indiretamente.
Reservas têm 587 garimpos
O número é estarrecedor: o Brasil tem hoje 587 garimpos em áreas de proteção ambiental. Neste número há uma verdadeira contradição ambiental e um abandono governamental. O Mapa da Biodiversidade, feito pelo Serviço Geológico do Brasil - SGB, identificou a existência de 207 garimpos em reservas indígenas, 56 em parques nacionais, 292 nas chamadas áreas espe-ciais de proteção permanente e 32 nos vários tipos de reserva. E olha que apenas as áreas com metais preciosos foram consideradas na tabulação dos dados.
Energia nuclear: rota definida
"Está ficando claro que precisamos construir mais usinas nucleares, para afastar definitivamente o risco de apagão. É verdade que temos ainda um grande potencial hidrelétrico a explorar; o problema é que este não é um caminho desimpedido".
Editorial de O Globo, dia 21 de maio, mostrando que a defesa do meio ambiente é habitualmente o maior obstáculo, pois órgãos ambientais criam empecilhos e retardam indefinidamente o início de obras de geração de energia.
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