Coluna do Meio
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20 de Junho de 2007
 Para inglês ver Mais uma vez os ambientalistas têm razão de reclamar: a reunião do G-8 (grupo dos países mais ricos do mundo) terminou com um reconhecimento pífio. Há necessidade de "reduzir substancialmente" a emissão dos gases que causam o aquecimento global. Mas ninguém fixou metas de redução das emissões. EUA e a Rússia vetaram metas precisas, do que resultou um comunicado totaomente aguado. Para inglês, o G-8 disse que "considerará seriamente" as decisões já tomadas pela União Européia, o Canadá e o Japão, as quais incluem cortar ao menos pela metade as emissões até 2050. Nada deve ser de cumprimento obrigatório. Brincadeira! Até Lula atacou o acordo do G-8.
Lição do Lula Aliás, o presidente Lula acabou falando a verdade. Duas vezes. Primeiro alertou que o prazo de 2050 marcado para a redução de emissão de CO2 significa que "ninguém fará nada até 2049". Segundo, disse é contra a proposta de Bush de insistir em que o tema das emissões seja tratado fora do Protocolo de Kioto.
Fundo do Bird O Banco Mundial está planejando criar um fundo de investimento de US$ 250 milhões para recompensar países pelo "desmatamento evitado". Estão nesta relação, além do Brasil, a Indonésia e a República Democrática do Congo. O Bird vai trabalhar com governos, comunidades locais e ONGs para estabelecer diretrizes sobre como monitorar rigorosamente os projetos. Isto significa que o banco quer assegurar que o dinheiro só seja encaminhado para quem rigorosamente proteger as áreas florestais. Esta é boa!
Retorno duvidoso A polêmica obra de transposição do rio São Francisco, que tem um custo de mais de R$ 5 bilhões, parece que vai começou com a chegada do Exército a Cabrobó (PE). É bom lembrar que já se gastou só com o projeto da transposição, que ainda está no papel, R$ 443 milhões. Aí está a incoerência e o desperdício. Gastou-se com o projeto mais do que o dobro do custo das ações de revitalização do rio no mesmo período. Ah! se esses R$ 5 bilhões fossem gastos na bacia hidrográfica do São Francisco. Evidente que teria um retorno certo. Econômico, político e ambiental.
Sem água no teto do mundo Nem o teto do mundo escapa do aquecimento. A cobertura de neve do Monte Everest foi reduzida em 217 metros, entre 1966 e 1997, e chegou mesmo a desaparecer na região da geleira Rongbuk, ao norte. O Greenpeace China informa que a aceleração no derretimento das geleiras - um fenômeno causado pelo aquecimento global - pode comprometer a oferta de água para países asiáticos porque alguns do principais rios da Ásia, como Yang-tsé, Amarelo, Mekong e Gânges, nascem justamente no Platô Tibetano. Se faltou água no teto, vai faltar na planície.
E depois de 2012? Decisão dos ministros do Meio Ambiente de 28 países reunidos na Suécia: O evento preparatório de Bali (sede de conferência das partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas de Mudanças Climáticas, em dezembro) deverá estabelecer um calendário e um compromisso com medidas concretas para um futuro acordo sobre mudanças climáticas. O objetivo é seguinte: em 2012 expira o Protocolo de Kioto. Até 2009 tem que nasceu um novo acordo para substituí-lo.
Crédito de carbono: US$ 1,2 bi O Brasil é o terceiro maior país em projetos (são 222) que permitem a negociação dos créditos de carbono. E o Brasil tem potencial para movimentar US$ 1,2 bilhão destes créditos de carbono até 2012. O cálculo é do BNDES e leva em conta redução de emissão de CO2 de até 60 milhões de ton/ano, que serão comprados na forma de crédito por países poluidores. O custo é de 10 a 20 dólares a tonelada.
A Serra é Vermelha, a mata é verde, a água é azul, a ganância é amarela e a consciência destes empresários e tecnícos é cinzenta. É incrível o Brasil aceitar esta agressão á Serra Vermelha, no Piauí!
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