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Águas minerais Ações contra a Nestlé na Suíça A superexploração da água mineral de São Lourenço-MG leva novamente a Nestlé ao banco dos réus 20 de Julho de 2007 Genebra (Suíça) - A Alliance Sud (www.alliancesud.ch) é uma instituição criada pelas seis maiores organizações de desenvolvimento da Suíça, com o objetivo de promover um diálogo com empresas suíças. São elas: Swissaid, Action de Careme, Pain Pour le Prochain, Helvetas, Caritas e Eper. Foi justamente a Alliance Sud que mediou um diálogo com a Nestlé Suíça sobre o Parque das Águas de São Lourenço-MG. A Nestlé, segundo os movimentos ambientalistas do Sul de Minas, promove uma superexploração da água mineral de São Lourenço. ![]()
Os leitores da Folha do Meio Ambiente acompanham todas as denúncias contra a Nestlé, desde o ano 2000. Por quê? Justamente porque a multinacional além de, por muito tempo, ter desmineralizado um tipo de água mineral para fazer a "Pure Life", também é culpada pela superexploração das águas. A campanha foi desencadeada em São Lourenço por ONGs e lideranças civis. Água mineral é terapêutica e sua gestão deve ser compartilhada com o Ministério da Saúde São Lourenço possui a melhor águ
Para o ambientalista Franklin Frederick. há algo mais grave rondando o comércio de águas minerais do sul de Minas: a ameaça da superexploração com vistas à exportação. "Há décadas - salienta Franklin - o Circuito das Águas vem vendendo suas águas engarrafadas sem que isso tenha trazido benefícios concretos para as cidades, pois como água mineral é direito de lavra, a cidade nada ganha com o comércio. "Água mineral precisa estar muito além de minério e até do conceito de recurso hídrico. Água mineral, na Constituição, é definida pelas suas propriedades terapêuticas, portanto deveria ter sua gestão compartilhada com o Ministério da Saúde. O gerenciamento da água mineral hoje está a cargo do DNPM - Departamento Nacional de Pesquisa Mineral. Nem a Agência Nacional de Águas e nem o Ministério do Meio Ambiente tratam do gerenciamento das águas minerais. O que é muito grave", explica Franklin Frederick.
Diocese da Campanha Campanha, 26 de abril de 2007. Alliance Sud Prezado Senhor Fomos informados do diálogo entre a Alliance Sud e a empresa Nestlé, com relação aos problemas na cidade de São Lourenço- MG, Brasil. Como bispo da Diocese da Campanha, em cujo território se localiza o chamado "Circuito das Águas", e como ex-pároco de São Lourenço, venho informar-lhe que a Empresa Nestlé pouco se tem preocupado com a preservação ambiental do Município. Desconheço que tenha contribuído em ações sociais em favor da cidade. Fui informado de que a Empresa Nestlé teria doado a Ermida Bom Jesus do Monte, primeira igreja paroquial de São Lourenço, quando ela estava confiada à Prefeitura em comodato por 20 anos, para atividades culturais. Esta igreja é propriedade da Igreja Católica desde 1903. Tenho também conhecimento da carta do Prefeito Municipal de São Lourenço, sr. Tenório Cavalcanti, datada de 25 de outubro de 2005, enviada à Nestlé, na Suíça. Nesta carta há afirmações que não condizem com a verdade, quando a pessoa atacada, sr. Franklin Frederick, apenas vem defendendo que o Ministério Público do Brasil também defende. E as supostas ações de "desenvolvimento sustentável", mencionadas na carta, conduzidas pela Nestlé, restringem-se à propaganda. Consciente de que a água é um bem público e, no nosso caso, no Circuito das Águas, é fonte de saúde, creio que a água não deve ser explorada para exportação, mas para a cura dos males que afligem tanta gente. A contínua exploração levará ao esgotamento das fontes; e, em breve, os próprios moradores desta região não usufruirão desse bem comum. Com os melhores cumprimentos,
Compensação Financeira sobre a Exploração Mineral Gabriel Junqueira (*) O Circuito das Águas de Minas Gerais exige esclarecimentos sobre a CFEM - Compensação Financeira sobre a Exploração Mineral (2% sobre o faturamento líquido) já que as nossas águas minerais são consideradas minério e não água. Como minério, a CFEM tem que ser recolhida pelo DNPM e distribuída (65%) ao município onde se processa a extração mineral, (23%) ao Estado e (12%) ao MME. É o que diz a LEI! Até o ano de 2004, os dados relativos à CFEM eram disponibilizados para o público, no site do DNPM - www.dnpm.gov.br. A partir de 2005, somente as prefeituras "conveniadas" com o DNPM passaram a possuir uma "senha" própria, para acessar as informações no referido site. Está criado um ambiente propício para fraudes. Os Distritos do DNPM não são os vilões da história. A coisa toda vem "lá de cima", não há dúvida! Dados por município (*) Gabriel Tadeu Franqueira Junqueira
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