II Congresso de Jornalismo Ambiental Jornalistas discutem mídia em relação ao aquecimento global
Tânia Martins, de Porto Alegre
23 de Outubro de 2007
Reunidos de 10 a 12 de outubro em Porto Alegre, no II Congresso de Jornalismo Ambiental, os jornalistas que cobrem a área ambiental em todo o Brasil tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos levando-os a saírem do evento mais fortalecidos, seguros e orgulhosos do caminho que traçaram profissionalmente.
Ficou acertado que o 3o Congresso de Jornalismo Ambiental será em Cuiabá-MT, em 2009
O tema central do congresso foi aquecimento global: um desafio para a mídia, mas se discutiu inúmeras outras pautas como energias renováveis, o meio ambiente a mídia, a atuação e a sustentabilidade dos veículos ambientais, gestão da água frente ao aquecimento global, perspectivas para a Amazônia no século 21, reflexão para a construção de uma teoria do jornalismo ambiental, entre outras. Teve ainda diversas oficinas. A conferência de abertura foi com o diretor da série "A Década da Destruição", o inglês Adrian Cowell. Ele mostrou trechos dos documentários com cenas históricas da devastação da Amazônia e da luta de Chico Mendes para salvar os seringais nos 1980. Adrian disse que, com o olhar de estrangeiro, acha que hoje a Amazônia está menos vulnerável que naquela época. Também, na abertura, foi homenageado o gaúcho Augusto César Cunha Carneiro, parceiro do ecologista José Lutzenberger . Outra grande conferência foi a dos cientistas José Marengo Orsini e Jefferson Cárdia Simões, membros do IPCC-Painel Interamericano de Mudanças Climáticas. Apesar das bordoadas que deram nos jornalistas que em suas opiniões, "fazem muito sensacionalismo", sobre a mudança climática. Evidente que houve elogios aos jornalistas ambientais de todo o mundo que conseguiram fazer do tema aquecimento global uma pauta constante na mídia.
Mais compromisso Uma das mais concorridas palestras foi a do professor Wilson Bueno. Ele, que não faz questão de esconder seu "radicalismo explícito". Aliás, diz: "radical vem de raiz cultivada sem agrotóxicos". Bueno falou sobre o "Meio Ambiente na Mídia" e mostrou o resultado de uma pesquisa sobre a cobertura da mídia ambiental na chamada grande imprensa impressa. Para o professor, o jornalista ambiental não pode incluir em suas pautas parcerias com empresas predadoras e deve repudiar a quem faz apologia das monocultoras, alternativas agroquímicas, mineradoras e transgênicos. Para ele, o compromisso com a causa ambiental precisa de menos marketing e mais compromisso e encaminhamento das questões ambientais. A Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e do Caribe também se fez presente ao evento através dos jornalistas Miguel Angel de Alba, do México, Sharon Pringle do Panamá, Adelfa Fiallo, Cuba e Victo Bachetta do Uruguai. Eles falaram sobre a Atualidade e Perpectivas da RedCalc frente às mudanças climáticas. O 3o Congresso será em 2009, em Cuiabá.
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