Jogo de carta marcada A compra de licenças ambientais continua sendo um ponto negro na política ambiental brasileira. Exemplo: agora o estado do Rio de Janeiro resolveu agir e vai demolir 20 mansões em Angra dos Reis construídas irregularmente em áreas de preservação. Tudo começou com a operação Carta Marcada e do depoimento do funcionário da Feema, Dennys Rocha. Dennys confirmou ao delegado de Meio Ambiente, Luiz Marcelo Xavier, a existência de um esquema de venda ilegal de licenças ambientais na região. O secretário do Ambiente do RJ, Carlos Minc, garantiu que o estado vai multar e demolir todas as construções irregulares. Só há uma alternativa: além de demolir os donos têm que ser autuados e denunciados criminalmente.
Saque arqueológico Está passando da hora. Iphan e Polícia Federal vão mapear sítios arqueológicos mais vulneráveis a saque. Pelo menos foi o que o Iphan anunciou diante de tantas críticas de tráfico de material arqueológico na Amazônia. Bepi Cyrino, chefe da 1ª superintendência do Iphan (AM e RR) disse que o objetivo da ação é combater o saque do material arqueológico, em especial na faixa de fronteira, onde existem sítios arqueológicos que afloram conforme a vazante dos rios. A vazante dos rios traz à superfície fragmentos ou peças inteiras de cerâmicas, estatuetas e até urnas funerárias pré-históricas. No Brasil existem registrados cerca 12 mil sítios arqueológicos. Na Amazônia, são cerca de 3 mil.
Rainha ambiental Até a Rainha da Inglaterra entrou na luta ambiental ao anunciar meta britânica contra emissão de gases. Elizabeth 2ª garantiu que o Reino Unido será a primeira nação do mundo a ter metas internas oficiais para redução de emissões de gases de efeito estufa a longo prazo. O discurso da rainha oficializou o compromisso já assumido pelo governo britânico de reduzir em 60% o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera até 2050 - e metade disso até 2025. A Lei da Mudança Climática será levada ao Parlamento e deve entrar em vigor em seis meses.
De Olho nos Mananciais A cultura do desperdício é uma realidade brasileira. Um estudo do ISA mostra que, nas capitais brasileiras, metade da água para abastecimento é jogada fora. Justamente para abrir os olhos de autoridades e dos cidadãos, o ISA lançou a Campanha De Olho nos Mananciais, que mostra a situação das fontes de água que abastecem as grandes cidades do País. O levantamento revela, entre outras informações surpreendentes, que praticamente metade da água retirada dos mananciais das capitais é desperdiçada em vazamentos, fraudes e sub-medições. Um volume de água tratada que daria para abastecer 38 milhões de pessoas por dia.
Relógio do tempo
"A Terra tem todo o tempo do mundo. Nós, não!"
Frase que encerra o documentário “A Última Hora” (The 11th hour), que entra em cartaz no dia 30 de novembro. O filme, que tem as mudanças climáticas como tema principal, é produzido e narrado por Leonardo Di Caprio. A mensagem do filme é simples e profunda: independente do tamanho que a crise ambiental venha a atingir, a Terra vai continuar girando em volta do sol, novas espécies de animais e plantas vão surgir e a natureza vai se regenerar. Mas os seres humanos, estes podem desaparecer.
Carbono à brasileira
Os moradores da cidade de São Francisco, em Minas, às margens doVelho Chico ficaram em polvorosa. Acordaram, dia destes, com cheiro horrível, peixe boiando nas águas do rio. Gente e gado passaram mal com a água. Houve até protesto dos alunos das escolas. Vestidos de preto, eles fizeram passeata. Segundo técnicos que avaliaram o desastre, são os problemas de sempre: esgotos e efluentes das indústrias jogados no rio e afluentes. Enquanto isto, só se fala em transposição.. Bilhões para a transposição...
Fiasco de Ban Ki-moom O governo gostou muito das declarações do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na sua visita o Brasil Mas para ONGs e ambientalistas, a visita foi um fiasco. Segundo os ambientalistas, na visita a Amazônia, ele se limitou a encontros protocolares com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e com a governadora Ana Júlia Carepa. Ambas do PT. A visita às comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e à vila balneária de Alter do Chão, em Santarém, foi cancelada por "razões logísticas". A crítica: "Mostraram a Ban Ki-moom uma Amazônia maquiada”.
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