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Gol Verde dos Jogos Olímpicos e da Copa de 2014 Olimpíadas e Copa 2014 e o Meio Ambiente Jogos Olímpicos do Rio e a Copa de 2014 vão ter que priorizar a sustentabilidade Silvestre Gorgulho 14 de Outubro de 2009 A única atividade humana que conjuga harmonia, prazer, solidariedade, saúde e paz chama-se esporte. E o maior evento esportivo do mundo é justamente os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol. Os dois eventos são realizados de quatro em quatro anos, intercalados em dois anos. No microcosmo de um país, de uma cidade ou de uma arena esportiva vão conviver tecnologias, atletas, culturas, torcedores, sistema de transportes, cartolas, sistema de saúde, administradores, patrocinadores, jornalistas e toda fantástica parafernália periférica de comerciantes e serviços públicos que gira em torno de um megaevento. Tudo isso requer estudos estratégicos de mobilidade de pessoas, construções permanentes e temporárias, compra, venda, distribuição, descarte, reciclagem e muita gerência de recursos humanos e de recursos naturais. Hoje, promover qualquer tipo de empreendimento – seja evento ou obra - que não leve em conta o meio ambiente é uma ação estéril. A sobrevivência do planeta e de quem o habita é a prioridade. As mudanças climáticas e o aquecimento global são realidades que batem à porta de cada gestor e na consciência de cada ser humano.
Antes era o lema
A Copa de 1958, na Suécia, foi um divisor de águas na auto-estima do brasileiro. Depois do fracasso na Copa de 50 na estréia do Maracanã, a vitória madura e emocionante da seleção com Gilmar, Djalma Santos, Orlando, Zito, Bellini e Nilton Santos, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo levou Nelson Rodrigues a profetizar: “O Brasil perdeu seu complexo de vira-latas”. A verdade é que um grande momento do Brasil como nação começou a emergir de 58, embalado pela conquista da primeira Copa do Mundo e os anos dourados de JK: interiorização do desenvolvimento com a construção de Brasília, Cinema-novo, Bossa nova, Maria Ester Bueno, Eder Jofre, Yeda Maria Vargas e, mais tarde, vitórias do basquete, do voley, natação e tantas coisas mais. Mas parecia que ainda faltava algo para sepultar definitivamente o complexo de vira-latas. E, meio século depois, finalmente chegou: o direito de promover as Olimpíadas de 2016. A Olimpíada de 2016 já começou. Mas antes da Olimpíada, 2014 também já começou com a
O mundo pede, o Brasil exige e o Rio de janeiro quer chegar aos Jogos de 2016 como uma cidade ecologicamente correta. O plano de metas entregue ao COI promete muito. A população brasileira tem que começar a cobrar as promessas feitas. Não há cidade boa e atraente para turista se não for também boa e atraente para seus cidadãos. 1- Plantio de 24 milhões 2- Desativação de aterros sanitários e ampliação a coleta seletiva de lixo. 3- Despoluição da baía de Guanabara e lagoas da Barra e Jacarepaguá. 4- Política de tolerância zero ao desmatamento das encostas e dos manguezais. 5- Reaproveitamento ou reuso da água. 6- Novas construções só com estudos do solo e licenciamento ambiental; 7- Construção de um pavilhão de mudanças climáticas. O Rio tem sete anos para inaugurar umas 30 arenas esportivas, duplicar rede hoteleira, construir estações de metrôs, melhorar aeroportos e outras coisas mais. As 12 sedes da Copa tem 5 anos para fazer tudo isto também. E o Brasil todo tem pouco tempo para treinar e produzir atletas de ponta. Mas as perguntas são várias: Gol Verde Segundo técnicos em meio ambiente, por exemplo, a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, foi quando pela primeira vez se tomou cuidados com a sustentabilidade da competição. Na época, o Pnuma – Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, fez os cálculos para neutralizar 100 mil toneladas de dióxido de carbono geradas pelo sistema de transportes, construção e manutenção dos estádios da Alemanha. E, também, pela presença dos mais de 3,2 milhões de espectadores Ingresso: estádio e transporte Energia elétrica Reuso de água Reutilizar Conscientização
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