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ENCONTRO DE COPENHAGUE

A Conferência que terminou mas não acabou
Mundo assistiu a um encontro muito mais político do que ambiental, por isso as cobranças continuam

Por Carlos Caju, de Copenhague

21 de Dezembro de 2009

Depois de duas intensas semanas de muita expectativa, otimismo e frustração em todas as dimensões, finalmente termina, em Copenhagen, a histórica e mega COP-15, a Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudanca do Clima ? que aconteceu de 7 a 18 de dezembro de 2009. Duas realidades sobressaíram no encontro: primeiro, difícil um consenso no sentido de se chegar a um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kioto. Segundo, a conferencia da ONU provou ao mundo que o assunto é muito mais político que ambiental. Daí a frustração generalizada.

O presidente Lula anuncia ajuda aos pobres e ofusca outros líderes

A frustração explícita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não é para menos. Lula garantiu que a delegação brasileira foi a Copenhagen otimista e até com um certo orgulho para dizer  que o Brasil assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020. No encerramento da conferência, Lula falou no plenário antes do presidente Barak Obama, e, emocionado, disse num bom português ?saio daqui frustrado?. 

Cabo de guerra
Pode-se dizer que essaconferência mostrou ser um verdadeiro cabo-de-guerra diplomático entre países com interesses divergentes. O clima da conferência, dentro e fora do Bella Center (local do encontro), por várias vezes ficou muito tenso.  As negociações chegaram a ser interrompidas pelo bloco africano, que se mostrou insatisfeito sobre a atitude dos  países ricos, o que fez a presidente da Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a dinamarquesa Connie Hedegaard, renunciar ao cargo. Do lado de fora, a frustração de muitas ONGs e ambientalistas isolados por terem sido barradas no encontro e por não verem resultados concretos e satisfatórios.

Ministro Carlos Minc fala à imprensa

Amazônia: a bolsa floresta
Durante a COP 15, houve muitos encontros paralelos entre eles o encontro com os governadores da Amazônia com o ministro do meio ambiente Carlos Minc. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, com seu fiel de políticas ambientais, Virgílio Viana, presidente da Fundação Amazônia Sustentável, participou de vários encontros paralelos. Apresentou o programa Zona Franca Verde em conjunto com o ?Bolsa Floresta? como importantes componentes da redução do desmatamento ocorrida no Amazonas nos últimos anos.  Falaram Virgílio Viana e Eduardo Braga, com comentários ao  final de Paulo Adário, presidente do Greenpeace no Brasil.
Entre os participantes, comentava-se a nova postura do Greenpeace: a ONG conhecida pelas suas ações espetaculares participando de um painel com autoridades ao invés de estar acorrentado a árvores. Amadurecimento? Com certeza. A governadora Ana Julia Carepa, do Pará, (junto com o Mato Grosso o estado da Amazônia mais degradado pelo desmatamento) culpou as ?gestões anteriores?, e fez, até em tom de orgulho uma breve apresentação de seu trabalho administrativo. Sobre a Amazônia, o presidente Lula disse que a região é um grande patrimônio dos povos que a habitam e isso justifica o compromisso do Brasil em reduzir seu desmatamento em 89% ate 2020. Lula disse tambem que o combate a mudança do clima não pode fundamentar-se na perpetuação da pobreza.

Os governadores: Eduardo Braga , Ana Júlia Carepa e Arnold Schwarzenegger

 

 

 



 
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