|
|||||||||||||||||||||||||||
|
Bikeboys X Motoboys Ciclistas pedem apoio Serviço não lança CO2, inibe acidentes graves e incentiva a prática de hábitos saudáveis Letícia Heinzelmann, de Porto Alegre 23 de Abril de 2010 Surgiu em Porto Alegre uma nova empresa de entregas por bicicletas, em forma de cooperativa: a Pedal Express. Ou simplesmente PedEx. Os sócios Marcos Rodrigues, Guilherme Schubert, André Mancuso, Luciano Vianna, Rafael Lopo e José Paulo Eckert têm uma proposta diferente. Sem querer disputar espaço com os motoboys, eles apostam no caráter ecológico para conquistar novos clientes. “Sabemos que primeiro temos que mudar essa cultura de que entrega é necessariamente feita por motoboys. Em países da Europa, por exemplo, os chamados messengers [mensageiros, que realizam entregas a pé ou de bicicleta] são a opção mais comum”, diz Marcos. ![]() O utra dificuldade é a falta de ciclovias. “No caso de Porto Alegre e da grande maioria das cidades brasileiras, temos apenas ciclovias de lazer, com uma pavimentação ruim, que não serve para o uso da bicicleta como meio de transporte”, reclama Marcos Rodrigues. “E quando andamos na pista, os motoristas nos mandam subir na calçada”, reforça José Paulo, criticando a falta de informação sobre o Código de Trânsito Brasileiro vigente. A lei determina que bicicletas devem andar na pista, próximas ao meio-fio, e receberem os devidos respeito e atenção por parte dos condutores de veículos motorizados. Não é o que acontece hoje. PedEX: custo benefício Bicicletas: saída para o caos urbano Comuns como meio de transporte ou para realizar serviços de entrega em países desenvolvidos ou mesmo nos subdesenvolvidos da Ásia, por exemplo, as bicicletas receberam no Brasil um caráter mais lúdico ou esportivo. O desejo de ter, de ascender socialmente, leva os brasileiros a sonhar com o carro próprio. E as bicicletas viraram acessórios de lazer, pouco vistos na paisagem urbana fora dos finais de semana. Essa realidade tem mudado em Porto Alegre graças a serviços de entrega por bicicleta. Menos poluição Com ruas cada vez mais congestionadas pelos veículos motorizados, estar num deles já não significa garantia de agilidade. Daí, o crescente número de motocicletas, colaborando com o caos no trânsito. As pessoas, portanto, evitam sair de seus escritórios e casas e quando precisam levar algum material a outro ponto da cidade, apelam aos já tradicionais motoboys. Todos defendem que a segurança deva ser uma prioridade entre as profissões e apoiam a direção defensiva, mas querem suas encomendas sendo entregues o mais rápido possível. O contra-senso faz com que o número de acidentes com motos cresça de modo alarmante. Acidentes e poluição Menos acidentes Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo mostraram que a concentração dos gases mais emitidos por motos – carbono e hidrocarboneto – vem aumentando progressivamente conforme as vendas de motocicletas também crescem. Uma moto roda, em média, 180 quilômetros por dia, enquanto um carro roda em média 30 quilômetros. Ou seja, uma única moto pode chegar a poluir tanto quanto 120 automóveis. O barulho excessivo causado pelas motocicletas é outro fator preocupante. Na capital gaúcha, agentes do Comando de Operações Especiais da EPTC relatam que têm deflagrado “uma verdadeira guerra” para coibir o barulho das motos na cidade. Numa única blitz, retiraram de circulação 14 motos em razão de poluição sonora. Elas circulavam com escapamento em situação irregular. Menos energia O coordenador do grupo, Wagner Cruz, explica que os escapamentos devem, obrigatoriamente, possuir um silenciador interno: “Os condutores e proprietários das motos devem ficar atentos para não causar poluição sonora.” A questão é tão alarmante em Porto Alegre que a EPTC criou um disque-denúncia sobre poluição sonora de motos (e também rachas), através do telefone 118. (LH) Pedalando uma ideia Para melhorar a qualidade de vida e contribuir para a formação de uma consciência ambiental, Kais Ismail fundou há um ano e meio a Bike-Entrega. O objetivo era substituir parcialmente as Falta apoio oficial e reconhecimento de grandes empresas
Descobri que muitas empresas têm apelo ecológico só na teoria. Um banco que anunciava sua preocupação com o planeta na publicidade me disse que não utilizaria a entrega por bicicleta simplesmente porque os motoboys já estavam instituídos há Segundo Kais Ismail, o maior de todos os entraves foi a falta de apoio. “Descobri que muitas empresas têm apelo ecológico só na teoria. Um banco que anunciava sua preocupação com o planeta na publicidade me disse que não utilizaria a entrega por bicicleta simplesmente porque os motoboys já estavam instituídos há 20 anos. A batalha contra esse tipo de pensamento é a maior de todas”, reclama o empresário, que sugeriu um projeto de lei do Ministério do Meio Ambiente, determinando que pelo menos 1% das entregas feitas hoje por motoboys passem a ser feitas de bicicleta.
|
|
|||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||
Participe
desse esforço por uma melhor qualidade de vida. Como? Muito fácil. Folha do Meio Ambiente é uma publicação da Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda, SRTV Sul, Quadra 701,Edificio Multi Empresarial - Bloco O - CEP 70340-907 - Brasília-DF, Brasil – Fone: (61) 3322-3033, Fax (61) 3226-4438. © Copyright 2001 Folha do Meio Ambiente Cultura Viva, Editora Ltda. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha do Meio.
|
|||||||||||||||||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||