James Cameron: minha arte e minha vida são pela defesa da floresta e dos índios.
Climagate 1 • O Greenpeace não perdoa. Ataca! • Acusa umas das maiores companhias de petróleo dos EUA, a Koch Industries, de canalizar US$ 50 milhões a uma rede de estudiosos para "minar a confiança na ciência do clima e promover oposição à energia limpa, nos EUA e internacionalmente". • No total, a Koch ajudou a pagar operações de mais de 20 organizações que "repetidamente reproduziram e espalharam a história do chamado "climagate". • Também financiaram um estudo "suspeito" que nega que ursos polares estão em perigo e um instituto dinamarquês que produziu material usado como crítica à energia eólica. Esse “climagate” ainda vai dar muito o que falar...
Climagate 2 • Nessa confusão do “climagate”, sobrou para vários cientistas. • O comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns do Reino Unido fez uma investigação e concluiu que pesquisadores da Universidade de East Anglia foram acusados de manipular dados sobre a mudança climática. Mas o comitê inocentou o grupo e seu líder, Phil Jones. • De acordo com o comitê, não há evidências de que Jones e seus colegas tenham forjado dados ou subvertido o processo de revisão de artigos científicos para exagerar os perigos do aquecimento global. • O comitê, que tem 14 deputados, analisou mais de mil e-mails roubados do servidor da universidade, que serviram de combustível para o Climagate.
Estragando os rios • A Hutukara Associação Yanomami realizou manifestação em frente à Funai, em Brasília, para denunciar a invasão de garimpeiros na terra indígena, em Roraima. • Para a Hutukara "a Terra Indígena Yanomami, demarcada em 1991 e homologada em 1992, continua até hoje invadida por fazendeiros na região do Ajarani e por mais de dois mil garimpeiros”. • Pior: as autoridades não fazem nada para retirar os invasores. • Para Davi Kopenawa, coordenador da associação, fazem mais de nove anos que os garimpeiros estão estragando e poluindo os rios.
Mercado extrativista • Os extrativistas querem o mercado internacional. • Comunidades tradicionais da Amazônia que trabalham com madeira • de áreas de manejo controlado e produtos como óleos, castanhas e • artesanato estão buscando a certificação florestal para conquistar consumidores. • No Brasil, há oito comunidades que usam em seus produtos a certificação FSC, o selo verde mais conhecido no exterior. • O Brasil possui a maior floresta certificada do mundo, com cerca de 4,7 milhões de hectares - sendo 2,5 milhões de hectares na Amazônia. • Um dos termômetros do crescimento do mercado para produtos com certificação florestal foi o sucesso da feira de negócios Brasil Certificado, em São Paulo.
Licitação para exploração • O governo federal vai licitar grande área para a exploração da Floresta Amazônica nas imediações da rodovia BR-163, no Pará. • A concessão prevê o manejo da Floresta Nacional de Amana e permitirá a utilização de 364 mil hectares. • Isso equivale a 60% da área, que tem 560 mil hectares. • O edital da licitação só deverá ser lançado em junho. • Para Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, a área a ser licitada deve garantir a produção de até 9 milhões de metros cúbicos de madeira, além de outros produtos florestais, como castanhas e óleos essenciais. • Segundo Hummel, a escolha da floresta de Amana deve ajudar a combater o desmatamento ilegal nas bordas da rodovia BR-163. • É esperar para ver.
Hidrelétricas • O governo pretende leiloar um número recorde de 13 hidrelétricas em 2010. • O primeiro leilão, em junho, terá em seu portfólio nove usinas. • Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, outros quatro projetos serão licitados no segundo semestre. • Juntos, os projetos somam 4.640 megawatts, suficientes para abastecer 12 milhões de habitantes. • O volume de energia representa alta de 4% na atual capacidade • instalada do País. • Mas para cumprir o cronograma de licitações é preciso que todos os projetos recebam licenciamento ambiental prévio.
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