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Hino Nacional Brasileiro

Hino Nacional Brasilieiro

Histórias do nosso Hino e uma aula de civismo

Da redação

Sou leitor do Jornal "Folha do Meio Ambiente. Li duas cartas que me chamaram a atenção. Uma da leitora e professora Vânia Gomes < vaniargomes@hotmail.com > (edição março) e outra de Geraldo Gentil < geraldogentil@hotmail.com> (edição Abril). Gostei muito porque ambos são apaixonados pelo Hino Nacional. Parabéns! Eu também o sou. Na medida do possível, procuro sensibilizar mais brasileiros a conhecer, cantar e amar nosso Hino.

Creio que alguns leitores sabem e podem até ter um disco que a Petrobras gravou, na década de 80, (ainda não havia o CD) com a história do Hino Nacional. Além das músicas vem um texto contando toda a trajetória do Hino. Há, inclusive, o que o Geraldo Gentil menciona: a introdução do Hino cantada, o que a maioria dos brasileiros não conhece. Outra coisa: há, também, disponível na internet uma apresentação em power point, onde o Hino é cantado pelos pássaros brasileiros.
Eu, como a professora Vânia Gomes, também fiz um projeto para o cumprimento da Lei que regula o Hino (Lei nº 5.700/71) quanto aos aspectos mencionados nos artigos 25 e 14, quando meus filhos estudavam no Ensino Médio. A escola, Marista, não tinha a Bandeira hasteada e nem cantava o Hino. Criei a maior confusão com o Diretor Administrativo e acabaram por mandar construir um mastro para a Bandeira. Fizeram a inauguração com Hino e tudo, mas ficou aí. Hoje a Bandeira está toda rasgada e ninguém diz nada. Como não estou mais nem passando pela porta, parei de querer ser "palmatória" do mundo. Mas pelo menos estou feliz porque agora há, pelo menos, uma Bandeira. Espero que alguém continue brigando para que haja troca permanente da mesma e o Hino seja cantado conforme a Lei manda.
Delfino Lima -  jdslima@hotmail.com 

Da Redação:
A carta do leitor Delfino Lima, como também a da professora Vânia Gomes e do agrônomo Geraldo Gentil, tem uma coisa em comum: civismo e amor ao Hino Nacional. Em setembro de 1999, a Folha do Meio publicou uma reportagem "Compreendendo o Hino Nacional" que teve grande repercussão nas escolas. Até hoje a redação do jornal recebe cartas a respeito. Agora, por ocasião da Copa do Mundo, o Brasil todo se veste de verde e amarelo. Hasteia a Bandeira Nacional. Canta o Hino. As cartas do senhor Delfino Lima, Vânia e Geraldo Gentil são muito importantes porque além de mostrar que tem brasileiros atentos à prática do civismo, dão um recado essencial: tanto o Hino Nacional como a Bandeira devem ser respeitados e fazerem parte do dia-a-dia. E não apenas de quatro em quatro anos, durante a Copa do Mundo de Futebol.

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Lição da Brasilidade:  clique aqui
Quem quiser ouvir uma demonstração de civismo, é só clicar aqui ( http://www.youtube.com/watch?v=ESUXsBYqW8w&feature=player_embedded ) assistir a uma aula da senhora ANA ARCANJO, que era membro da Cruz Vermelha durante a Revolução de 1932. Ela nos dá uma lição importante: a famosa introdução do Hino Nacional também tem uma letra. Ana Arcanjo canta a parte só tocada e dá uma lição de brasilidade. Vale a pena ver, ouvir e guardar.

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Curiosidades sobre o Hino Nacional

. O autor da música do Hino Nacional é o maestro Francisco Manuel da Silva, que viveu de 1795 a 1865. A letra é de Joaquim Osório Duque Estrada, que nasceu em 1870 e morreu em 1927. Portanto, embora parceiros na criação de nosso Hino, o maestro e o poeta nunca se conheceram. 
. Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, os novos governantes perceberam que era urgente fazer o povo esquecer o Imperador. Logo, era importante eliminar os símbolos nacionais que lembravam a monarquia.
. O governo promoveu, então, um concurso para um novo Hino Nacional. O júri selecionou a composição do maestro Leopoldo Miguez. Mas na noite de julgamento, com o Teatro Lírico do Rio de Janeiro lotado, o presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, contestou a escolha dos jurados e impôs sua decisão pessoal: "Prefiro o (hino) velho!".
. Naquela mesma noite o Marechal Deodoro oficializou como Hino Nacional a composição de Francisco Manuel da Silva. Como prêmio, a obra de Miguez virou o Hino da Proclamação da República, condição que conserva até hoje. Em 1909, 20 anos depois, outro concurso público resultou na escolha dos versos de Duque Estrada como letra do Hino Nacional. Mas tudo isso só foi oficializado pelo presidente Epitácio Pessoa, em 6 setembro de 1922, véspera do Centenário da Independência.

 

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