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Ritmo da RIO+20 HAVERÁ TEMPO PARA A RIO+40?
Em meio a muitas esperanças, algum descrédito,
inúmeras dúvidas e vários protestos, o Brasil
abre esta semana a Conferência das
Nações Unidas sobre Desenvolvimento
Sustentável, a RIO+20. Até o dia 22 de junho, o Rio de
Janeiro será a Capital Mundial do Meio Ambiente. Com a
presença de mais de 130 delegações
internacionais, centenas de chefes de Estado e milhares de
participantes, a RIO+20 pede um tempo para debater urgentes
questões ambientais. Muitos pontos estão em
discussão, mas sete podem ser destacados: a
erradicação da pobreza e a fome crônica que
tornam o desenvolvimento muito mais difícil; o aumento da
contaminação do ar que provoca milhões de
mortes prematuras; a biodiversidade planetária em
risco: 20% dos vertebrados estão ameaçados e, desde
1980, os recifes de corais foram reduzidos em 38%; os recursos
hídricos estão sofrendo pela falta de gestão e
a maioria das bacias hidrográficas do mundo está
comprometida; o desafio do clima, as crescentes emissões de
gases do efeito estufa devem elevar em 3 graus Celsius a temperatura
até 2100; o desmatamento desenfreado continua a
avançar nas florestas tropicais, inclusive no Brasil; os
padrões de produção e consumo precisam entrar
na pauta da sustentabilidade. Estes sete desafios podem ser
considerados os sete pecados capitais que precisam de atitudes
urgentes para sobrevivência do planeta Terra.
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