Junho de 2012

No Ritmo da RIO+20
HAVERÁ TEMPO PARA A RIO+40?

Em meio a muitas esperanças, algum descrédito, inúmeras dúvidas e vários protestos, o Brasil abre esta semana
a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a RIO+20. Até o dia 22 de junho, o Rio de Janeiro será a Capital Mundial do Meio Ambiente. Com a presença de mais de 130 delegações internacionais, centenas de chefes de Estado e milhares de participantes, a RIO+20 pede um tempo para debater urgentes questões ambientais. Muitos pontos estão em discussão, mas sete podem ser destacados: a erradicação da pobreza e a fome crônica que tornam o desenvolvimento muito mais difícil; o aumento da contaminação do ar que provoca milhões de mortes prematuras;
a biodiversidade planetária em risco: 20% dos vertebrados estão ameaçados e, desde 1980, os recifes de corais foram reduzidos em 38%; os recursos hídricos estão sofrendo pela falta de gestão e a maioria das bacias hidrográficas do mundo está comprometida; o desafio do clima, as crescentes emissões de gases do efeito estufa devem elevar em 3 graus Celsius a temperatura até 2100; o desmatamento desenfreado continua a avançar nas florestas tropicais, inclusive no Brasil; os padrões de produção e consumo precisam entrar na pauta da sustentabilidade. Estes sete desafios podem ser considerados os sete pecados capitais que precisam de atitudes urgentes para sobrevivência do planeta Terra.

 




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